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Luisa Mell chega a Brumadinho para resgatar animais e faz crítica à Vale

A ativista enfrenta problemas no resgate por conta da não cooperação da empresa

Da Redação Publicado em 28/01/2019, às 16h37 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Ainda há centenas de desaparecidos. - Reprodução/ Instagram
Ainda há centenas de desaparecidos. - Reprodução/ Instagram

Luisa Mell foi contatada por moradores da região de Brumadinho para socorrer animais atolados na lama após o rompimento da barragem de rejeitos, que ficava na mina do Córrego do Feijão, na última sexta-feira (25).

A ativista chegou na manhã desta segunda-feira (28) na cidade mineira, e compartilhou todos os trâmites em seus Instagram Stories.

Na rede social, ela publicou um vídeo em que os moradores mostram uma vaca atolada, que precisou ser sacrificada no último domingo (27).

“Faremos uma grande arrecadação em breve como fizemos em 2015 para Mariana, mas exigimos que contrate equipes de resgate com toda a estrutura suficiente para salvar estes animais que estão atolados! Peguem o dinheiro sujo de lama de vocês e façam o que é certo! Já!”, disse ela.

INVASÃO E CRÍTICA

Na sequência de vídeos, o Instituto Luisa Mell, que está no local desde o último domingo (20), revelou que a Vale não autorizou a entrada da equipe, que precisou invadir às escondidas para ajudar os bichos.

Luiza ainda mostrou o local onde alguns cães resgatados foram abrigados, e anunciou que um voo marcado por ela com alguns bombeiros, para mapear os animais atolados, foi cancelado sem explicações.

“Não é possível que a gente não possa nem mapear para sabermos onde temos que resgatar esses animais. Dá pra vocês tomarem vergonha na cara, Vale?”, falou Luisa. “Estamos indo para 72 horas de tragédia, esses animais não vão aguentar, não é justo”, completou.