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Mãe da filha de Japinha, do CPM22, diz que o músico nunca foi um bom pai

Baterista da banda teve conversas com menor de idade vazadas

Da Redação Publicado em 11/06/2020, às 09h45 - Atualizado em 25/06/2020, às 23h14

Nicole Kajihara e Japinha se envolveram em 2007 e têm uma filha juntos - Instagram/@nicole_kajihara/@ricardo_japinha
Nicole Kajihara e Japinha se envolveram em 2007 e têm uma filha juntos - Instagram/@nicole_kajihara/@ricardo_japinha

Nicole Kajihara abriu o jogo e falou sobre o relacionamento de Ricardo Japinha, baterista do CPM22, com a filha Sophia, de apenas 10 anos. Ela se pronunciou nas redes sociais, na última quarta-feira (10), após o músico ter uma conversa vazada nas redes sociais com uma menina que teria 16 anos de idade. 

A maquiadora disse que resolveu expor sua história por causa de uma entrevista que Japinha deu para o portal UOL, em que teria citado  ter uma filha. De acordo com Nicole, a atitude do baterista foi apenas para tentar "limpar sua imagem". 

"Continuaria sem me pronunciar, mas devido aos acontecimentos dos últimos dias envolvendo um comportamento que eu, mulher e mãe independente, repugno, e a entrevista que foi dada a UOL pelo Ricardo, quando resolveu magicamente tornar pública a paternidade, tenho lido muitas histórias desconexas e inverdades a meu respeito e a respeito da minha filha. Minha filha está crescida e já começa a ter contato com a mídia, notícias, fofocas, penso que pode até começar a ter contato com hatters, então, após muito refletir, resolvi me posicionar para esclarecer qualquer fato a nós relacionado", começou Nicole.

Ela contou que conheceu Japinha em 2007 no meio artístico e que os dois tiveram um relacionamento por três anos, no entanto, nunca assumido publicamente por ele. Nicole falou que o músico também nunca assumiu a filha publicamente e que a família dele demorou para tomar conhecimento de que o baterista era pai.

"E agora, numa tentativa clara de tentar 'limpar'  sua imagem, abalada por uma situação que nada tem a ver comigo ou com minha filha, que dizem respeito apenas a ele, agora resolveu ser pai, publicamente, de uma menina. Mesmo sob o meu pedido de não envolvê-la nessa situação. Já que passou toda a vida escondendo, que não a expusesse agora. Não vou admitir que ninguém use a minha filha para se promover ou tentar purificar sua imagem em meio a esse turbilhão de informações pesadas. Pegar a cada 15 dias, ficar por algumas horinhas (tirar fotos pra ter como provar que é presente sim na vida da criança) e contribuir financeiramente não faz de ninguém um bom pai", desabafou.

ENTENDA O CASO 

Alguns prints de conversas de Japinha com uma fã de 16 anos acabaram viralizando no Twitter. Com a repercussão da conversa, que cita virgindade e fazer amor, o músico chegou a informar ao G1 que as mensagens eram verdadeiras, mas não passavam de brincadeiras. 

Nas redes sociais, ele também se manifestou e se colou à disposição para quaisquer esclarecimentos. "Quem me conhece, de verdade, sabe da minha índole e do meu caráter, e que jamis agiria com o intuito de machucar alguém, seja física ou psicologicamente."

A banda CPM22 anunciou na tarde de quarta-feira (10) que cortou as suas relações com o baterista Ricardo Japinha. "Após os últimos acontecimentos, decidimos pelo afastamento do nosso baterista, Ricardo Japinha, reafirmando a nossa posição de não compactuar com atitudes desrespeitosas com quem quer que seja. A banda continua", informaram. 

CONFIRA O RELATO DE NICOLE KAJIHARA NA ÍNTEGRA

"Meu nome é Nicole, sou maquiadora, moro em SP, com meu pai e minha filha Sophia.
A Sophia é filha também do Ricardo di Roberto, tem 10 anos, é uma menina muito doce, inteligente, saudável e talentosa. O Ricardo é uma pessoa pública, então sempre tive muita cautela com essa parte da vida da minha filha e jamais tornei pública a paternidade dela. Continuaria sem me pronunciar, mas devido aos acontecimentos dos últimos dias envolvendo um comportamento que eu, mulher e mãe independente, repugno, e a entrevista que foi dada a UOL pelo Ricardo, quando resolveu magicamente tornar pública a paternidade, tenho lido muitas histórias desconexas e inverdades a meu respeito e a respeito da minha filha. Minha filha está crescida e já começa a ter contato com a mídia, notícias, fofocas, penso que pode até começar a ter contato com hatters, então, após muito refletir, resolvi me posicionar para esclarecer qualquer fato a nós relacionado.

Eu conheci o Ricardo no ano de 2007 e ao contrário do que muita gente vem dizendo, não foi através da banda, sou maquiadora profissional e trabalhei no meio artístico. Tivemos um relacionamento (nunca assumido publicamente) que durou quase 3 anos e não vou entrar em detalhes sobre isso, vou apenas pontuar que lidei com muita pressão psicológica depois que engravidei. Acredito que qualquer mãe nessa situação faria o mesmo, então me calei por 10 anos. Fato é que o Ricardo jamais assumiu publicamente, em uma década, ser o pai da Sophia. Podem verificar as redes sociais, não existe uma só fotografia, nenhuma menção pública, nada. A maior parte da família dele demorou anos para saber que ele era pai. Me dói muito como mãe ver que por 10 anos o pai da minha filha a escondeu dos fãs, amigos, família, de todos.

E agora, numa tentativa clara de tentar “limpar” sua imagem, abalada por uma situação que nada tem a ver comigo ou com minha filha, que dizem respeito apenas a ele, agora resolveu ser pai, publicamente, de uma menina. Mesmo sob o meu pedido de não envolvê-la nessa situação. Já que passou toda a vida escondendo, que não a expusesse agora. Não vou admitir que ninguém use a minha filha para se promover ou tentar purificar sua imagem em meio a esse turbilhão de informações pesadas. Pegar a cada 15 dias, ficar por algumas horinhas (tirar fotos pra ter como provar que é presente sim na vida da criança) e contribuir financeiramente não faz de ninguém um bom pai. Ser pai é ter orgulho da sua filha, ser pai é não ter vergonha de mostrar para qualquer pessoa o amor que sente por uma criança que é parte de você, que é continuação da sua história. Ser pai é educar, ser pai é realmente participar. Algo que eu fiz sozinha até hoje.

Nossa relação nunca foi fácil, mas em respeito a nossa filha, nunca fui à mídia muito menos expus em nenhuma rede social. Sempre fui muito discreta e este será o primeiro e último pronunciamento da minha parte, pedindo para que não envolva o nome de nossa filha em seus problemas. Se nunca foi capaz de falar sobre ela antes, não será agora, por conveniência que irei permitir. Convença as pessoas da sua “good vibe” por outras características, não pela paternidade. Porque pai, pai mesmo, você não é."