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Moça, nós não somos rivais!

Já ouviu falar em sororidade? A palavra, que ganha força nas redes sociais, veio para fortalecer as mulheres e ajudá-las a lutar contra a cultura machista

Júlia Arbex Publicado em 28/07/2017, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Moça, nós não somos rivais! - iStock
Moça, nós não somos rivais! - iStock
Entenda melhor o termo
Sororidade reflete a união entre mulheres por meio da empatia em busca de um ideal em comum, como a busca por mais oportunidades e pela igualdade de gêneros. “Embora algumas mulheres defendam o feminismo e outras o critiquem, nos dois grupos há quem conheça o assédio sexual e a violência doméstica, por exemplo. A sororidade propõe a disseminação do respeito e cumplicidade uma com a outra”, explica Heloísa Capelas, especialista em inteligência comportamental e diretora do Centro Hoffman. Para ela, podemos discordar, mas se compreendermos que todas temos intenções comuns (como a de não sentir medo ao andar sozinha ou que os afazeres domésticos devem ser de igual responsabilidade para homens e mulheres), construiremos uma sociedade mais igualitária. 

Como colocá-la em prática na vida
Crescemos cercadas de rótulos, imposições, padrões comportamentais e com a ideia de que nós devemos ser rivais e competidoras, principalmente quando o assunto é homem. Por isso, precisamos ter um pouco mais de compaixão e empatia umas com as outras. “Ainda que uma mulher desgoste da postura ou da aparência da outra, é importante compreender que todas têm o direito de ir e vir sem se sentir exposta ou ameaçada. Ou seja, todas devem se expressar da maneira que achar mais adequada, sem que isso represente um risco”, diz Heloísa. Logo, a batalha não pode ser para afirmar somente o direito individual de existir. “É preciso lutar para que todas encontrem seu próprio espaço e que ele seja isento de qualquer tipo de violência”, afirma.