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Morte de Maradona: Casagrande chora e cita dependência química: ''Bem difícil''

Comentarista fazia uma participação no 'Jornal Hoje' ; ambos jogaram na mesma época na Itália

Da Redação Publicado em 25/11/2020, às 14h53 - Atualizado em 09/12/2020, às 10h10

Walter Casagrande falou sobre a morte de Maradona no 'Jornal Hoje' - TV Globo
Walter Casagrande falou sobre a morte de Maradona no 'Jornal Hoje' - TV Globo

Walter Casagrande chorou, ao vivo, ao comentar a morte do ex-jogador Diego Maradona, durante participação no 'Jornal Hoje'. Ele lembrou, inclusive, que os dois tinham em comum, além do futebol, um passado com a dependência química. O argentino morreu nesta quarta-feira (26), ao 60 anos, após sofrer um infarto em sua casa, na Argentina. 

"Estou bem chocado, mas também pelo Fernando Vannucci (jornalista que morreu ontem), está bem difícil. Joguei na mesma época em que ele na Itália, com o irmão dele, tive bastante contato. Sempre me tratou muito bem. Sempre tive essa preocupação com o problema da dependência química, que eu também tenho e me tratei", ressaltou o atual comentarista da TV Globo.

Ele disse que sempre ficou revoltado com as pessoas próximas de Maradona. "Quem está ao redor vê que ele está indo para o fundo do poço, destruindo a vida dele. E ninguém faz alguma coisa para evitar isso? Eu fico chocado pela perda de um grande jogador, um cara que conheci e gostava muito e por um dependente químico, porque eu sofro muito quando morre um dependente químico. É muito duro", continuou.

CIRURGIA
Em 3 de novembro deste ano, Maradona teve que passar por uma cirurgia delicada no cérebro na Clínica Olivos, um hospital na região norte da Grande Buenos Aires. Segundo o jornal Clarín, o procedimento tinha sido realizado com sucesso.

"A operação durou 1h20 e o edema foi evacuado. O Diego está acordado, está muito bem. Ele tem um pequeno ralo que vamos tirar amanhã. Ele suportou muito bem à cirurgia e está muito bem. Está lúcido e acordado e até quando ficará internado vai depender da evolução", declarou Leopoldo Luque, médico particular do ex-jogador de futebol, ao veículo na época.

A intervenção foi necessária após o diagnóstico de um hematoma subdural crônico. O ex-atleta estava internado desde o início da semana, com quadro de anemia agravado por desânimo. O jornal ainda apurou que a família e o próprio Maradona eram contra a realização da cirurgia, mas acabaram cedendo após a realização dos exames.

TRAJETÓRIA
Diego Armando Maradona Franco nasceu em Lanús, em Buenos Aires, em 30 de outubro de 1960. Logo aos nove anos, se destacava ao jogar bola nas ruas da periferia da cidade. Ele começou sua carreira como atleta no Argentinos Juniors, onde deu seus primeiros chutes ainda na base do clube.

O esportista passou pelo Boca Juniors e Barcelona. Em 1984, foi contratado pelo Napoli, da Itália, onde mais se destacou. 

Pela seleção argentina, disputou quatro Copas do Mundo. Em 1990, a Argentina perdeu a final para a Alemanha Ocidental. Ao final do jogo, o ex-atleta afirmou que a Copa havia sido armada pela FIFA e acabou pegando um gancho de 15 meses da entidade. Voltou a atuar pela seleção apenas em 1993. 

Após um tempo, passou a atuar como treinador, mas não teve o mesmo desempenho que tinha dentro do campo. Iniciou em Textil Mandiyú, time argentino da cidade de Corrientes e passou também pelo Racing.

Em 2008, chegou ao comando da seleção de seu país e trabalhou com o time de Messi na Copa do Mundo de 2010. Em 2019, foi contratado pelo Gimnasia y Esgrima, da Argentina, para ser o treinador da equipe, onde atuava ultimamente. 

Em sua vida pessoal, Maradona colecionou histórias que prejudicaram sua carreira. O problema com as drogas afetou a vida do craque por muito tempo.