AnaMaria

"Nunca me preocupei com o que achavam"

Linda aos 62 anos, Solange Couto volta às novelas e diz não se importar com a opinião dos outros sobre sua forma física

Fabricio Pellegrino Publicado em 14/09/2018, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Entrevista com Solange Couto - Fabrizia Granatieri
Entrevista com Solange Couto - Fabrizia Granatieri

Longe das novelas desde que participou de Malhação, em 2015, Solange Couto retorna triunfante aos folhetins. Na nova trama das 7, O Tempo Não Para (Globo), ela é Mirtes Clara Tibério Souto, a Coronela. A personagem, com seu jeito atrevido e caráter duvidoso, já caiu no gosto popular. A atriz, no entanto, se revela avessa ao temperamento controlador da nova persona: “Não sou uma pessoa mandona”. Na vida pessoal, anunciou neste ano o fim do relacionamento de nove anos com Janderson Andrade. Os dois, que seguem amigos, são pais de Benjamim, de 7 anos. Solange ainda tem outros dois herdeiros: Márcio, 44, e Mariah, 27. Em entrevista à AnaMaria, ela falou sobre o atual momento profissional, seus personagens preferidos, família e, claro, seus segredos para chegar belíssima aos 62 anos.

Ao receber o convite para interpretar a Mirtes, de O Tempo Não Para, quais características dela mais chamaram a sua atenção?
A avareza, a trapaça, o jeito extravagante, a sensualidade e a autoestima. Além disso, o fato de ela cobrar pelo lixo ao garrafeiro, a forma como se comporta e se veste, o jeito como se joga para os homens e como ela se acha. Tudo isso junto, em uma só pessoa, é demais, né?

Aos 44 anos, você fez a Dona Jura. Hoje, aos 62, vive a Coronela. Duas mulheres mandonas. Quais diferenças enxerga entre elas?
A diferença entre elas está, principalmente, no caráter, no comportamento. A Jura é absolutamente honesta, justa. E não é espalhafatosa. Já a Coronela mente, engana, trapaceia... Portanto, trata-se de duas personagens opostas.

Falando em mulher mandona, em que situações sente que precisa colocar esse perfil da sua personalidade para fora?
Não sou uma pessoa mandona. Quem me conhece sabe muito bem que não gosto e não sei dar ordens. Prefiro pedir ao funcionário: “por favor!” 

Quais são as suas três personagens preferidas?
A Bia, da novela Os Imigrantes [1981, na Band], porque foi a primeira. A Dona Jura, de O Clone [2001, Globo], por ter sido um divisor de águas em minha carreira. E a Cuca, do Sítio do Picapau Amarelo [2007, Globo], que me permitiu voltar à infância.

Qual o maior desafio que enfrentou em sua carreira?
Trabalhar no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi uma emoção indescritível.

Você sempre foi admirada por sua beleza e forma física. Acredita que essa admiração funcione também como uma forma de pressão?
Tive várias fases e tamanhos, e nunca me preocupei com o que os outros estavam achando. Para mim, o importante é estar feliz. Isso é o que me importa! Quem carrega e convive com meu corpo sou eu e quem tem que achar bom ou não sou eu. Simples assim.

O que já fez em nome da beleza e o que não faria de jeito algum?
Eu fiz todos os tratamentos existentes e sempre sob a orientação da dra. Ana Helena Patrus, que é da Clínica Santé.

O que não faria?
Não mexo no meu rosto.

Qual é a sua atual rotina de saúde e beleza?
Eu faço pilates, drenagem linfática e mais alguns procedimentos estéticos de enrijecimento firmador.

Que rituais não abre mão na hora de se cuidar?
Não tenho rituais exatos. Eu uso um bom sabonete, hidratante e... só [risos]!

Você vive intensamente. Isso fez de você uma mulher admirada, mas também sempre a manteve no olho do furacão. Em quais das suas escolhas você se sentiu mais julgada?
Nunca me preocupei com isso. Não programo ou planejo, acontece. Vivo e pronto!

No último Dia dos Namorados, você postou fotos no Instagram ao lado do seu ex-marido e foi elogiada por sua postura madura. Qual o segredo para manter uma boa relação com o ex?
O Jamerson é a pessoa que cuidoue cuida de mim como ninguém. Admiro sua garra, foco e força. Ele merece ser homenageado sempre.

Você tem um filho de 7 anos, além de outros dois filhos adultos. O que você percebe de diferente e de semelhante na criação deles?
São três gerações totalmente diferentes. A única semelhança é o carinho e a educação dos três.

Já declarou que pensava em adotar um filho. Isso ainda está nos seus planos?
Trata-se de um processo muito complicado... A legislação dificulta demais, as crianças perdem a infância esperando por famílias que as queiram e tudo isso acaba cansando.