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Olivia Torres, atriz da Globo, se assume lésbica com texto emocionante

Olivia Torres, de ‘Totalmente Demais’, se assume lésbica

Da Redação Publicado em 23/01/2020, às 16h17 - Atualizado às 16h18

Olivia viveu personagens marcantes em novelas da Globo - Globo/ João Miguel Júnior
Olivia viveu personagens marcantes em novelas da Globo - Globo/ João Miguel Júnior

A atriz Olivia Torres, conhecida por seus papéis nas novelas ‘Totalmente Demais’, ‘Tempo de Amar’ e ‘O Rebu’ se assumiu lésbica com uma emocionante declaração em suas redes sociais, nesta quinta-feira (23).

No Instagram, publicou diversas cenas de personagens lésbicas e contou que se descobriu assistindo filmes representativos no cinema. 

“Uma sensação nítida de que se eu tivesse assistido aquilo durante minha adolescência tudo seria radicalmente diferente. Que eu teria chorado lágrimas guardadas há menos tempo e teria assumido algo desde sempre tão óbvio com mais tranquilidade”, começou ela.

Depois, Olivia disse ainda que nunca gostou de fazer sexo com homens, e teve que fazer uma “encenação tosca” na maior parte de sua vida.

“Meu corpo respondendo a todos os estímulos, eu encantada pelo amor e simultaneamente destroçada por ele. Pelo que me neguei e me obriguei a viver. O arrebatamento vinha da alma, como sendo apresentada a outros espaços dentro do corpo, outras possibilidades assustadoras que antes eu só entendia onde viviam observando no outro. Novidade do que poderia agora ser meu, a mais inédita e irreal possibilidade de amar”, desabafou ela.

Confira o texto na íntegra:

"A primeira e provavelmente mais arrebatadora foi na sala de cinema. Uma sensação nítida de que se eu tivesse assistido aquilo durante minha adolescência tudo seria radicalmente diferente. Que eu teria chorado lágrimas guardadas há menos tempo e teria assumido algo desde sempre tão óbvio com mais tranquilidade. Duas mulheres que são apresentadas, que flertam, que tem coragem, que se beijam, que entendem que o risco valeu a pena, que se apaixonam, que fodem e amam. Meu corpo respondendo a todos os estímulos, eu encantada pelo amor e simultaneamente destroçada por ele. Pelo que me neguei e me obriguei a viver. Todos os homens que transei e que não queria, todos os 'eu te amo' que copiei de outros casais, e súplicas para que fossem de verdade os arrebatamentos que nunca duravam. Um esforço constante de fazer da minha vida uma encenação tosca. Mas no cinema não era um exercício de memória e julgamento. O arrebatamento vinha da alma, como sendo apresentada a outros espaços dentro do corpo, outras possibilidades assustadoras que antes eu só entendia onde viviam observando no outro. Novidade do que poderia agora ser meu, a mais inédita e irreal possibilidade de amar".