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Patroa que deixou filho da empregada sozinho no elevador responderá por homicídio culposo

Miguel Otávio caiu do 9º andar de um prédio enquanto procurava pela mãe

Da Redação Publicado em 04/06/2020, às 15h42 - Atualizado em 25/06/2020, às 23h14

Mirtes ao lado de seu filho, Miguel (à esquerda); Sarí, primeira-dama de Tamandaré (à direita) - Arquivo Pessoal
Mirtes ao lado de seu filho, Miguel (à esquerda); Sarí, primeira-dama de Tamandaré (à direita) - Arquivo Pessoal

Sari Gaspar Corte Real, patroa de Mirtes Renata, responderá por homicídio culposo no caso de Miguel Otávio, filho da doméstica, de 5 anos, que foi deixado sozinho por ela no elevador do condomínio de luxo Píer Maurício de Nassal, em Recife (PE), e morreu depois de cair do 9º andar.

A tragédia aconteceu na última terça-feira (2), quando Mirtes saiu para passear com os cachorros de Sari e deixou o filho com a patroa em seu apartamento. A criança começou a chorar pela falta da mãe e entrou no elevador para procurá-la. 

Nas imagens da câmera de segurança, é possível ver a patroa primeiro impedindo que a porta do elevador fechasse e retirando ele de dentro. Minutos depois, a cena voltou a se repetir, mas ela cede e deixa o garotinho andar sozinho no equipamento.

Lourdes Cristina, tia do menino, informou ao G1 que Gaspar era atendida por uma manicure no momento em que ele começou a chorar pedindo pela mãe: “Ela não ligou para chamar a mãe de volta, nem nada. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu”.

DOR MUITO FORTE

Em entrevista ao TV Jornal, na tarde desta quinta-feira (4), Mirtes falou pela primeira vez sobre a fatalidade, e alegou que não sente ódio de ninguém. Também explicou que o menino estava com ela no trabalho pela fato de a escola estar fechada devido ao novo coronavírus.

"Só sinto uma dor muito forte no meu peito. Meu coração está sangrando pelo perda da minha vida, do amor da minha vida. Eu deixava faltar pra mim, mas pra ele não deixava faltar nada. Tinha planos para o futuro dele. Infelizmente, os planos para o futuro do meu filho foram interrompidos", lamentou ela.

Sari, mulher do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker, foi libertada na última quarta-feira (3), depois de pagar uma fiança de R$ 20 mil. A Polícia Civil informou que novas investigações serão feitas para saber se o condomínio também será considerado culpado.