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Quebec anuncia que cobrará impostos dos não vacinados: “Fardo financeiro”

Província do Canadá, Quebec tem 10% da população sem nenhuma dose da vacina

Da Redação Publicado em 12/01/2022, às 12h54

A província de Quebec, a segunda mais populosa do Canadá, é a que registra mais casos de covid-19 no país - Pixabay/festivio
A província de Quebec, a segunda mais populosa do Canadá, é a que registra mais casos de covid-19 no país - Pixabay/festivio

O primeiro-ministro do Quebec, François Legault, comunicou que a província canadense passará a cobrar impostos de quem não se vacinar contra a covid-19. A medida é uma resposta ao aumento de casos na região devido à propagação da variante Ômicron.

“Estamos trabalhando em uma contribuição de saúde para todos os adultos que se recusam a ser vacinados, pois eles representam um fardo financeiro para todos os quebequenses”, destacou Legault, em comunicado emitido na última terça-feira (11).

Na região, cerca de 10% da população ainda não recebeu nenhuma dose do imunizante, o que, segundo o primeiro-ministro, representa uma ameaça aos 90% vacinados. “Não cabe a todos os quebequenses pagar por isso [...] Sinto certo descontentamento com a minoria não vacinada que, considerando tudo, obstrui nossos hospitais”, completou o político.

As autoridades locais garantiram que as cobranças entrarão em vigor nas próximas semanas. Entretanto, ainda não foram divulgadas mais informações sobre os impostos, incluindo o valor a ser pago.

Vale destacar que, de acordo com o jornal O Globo, dos 8 milhões de habitantes do Quebec, 2.742 mil estão hospitalizadas devido à covid-19 e 255 pessoas recorrem à terapia intensiva para o tratamento da doença.

MAIS RESTRIÇÕES

Outra medida um tanto quanto inusitada do governo do Quebec a favor da vacinação é em relação à compra de bebidas alcoólicas ou maconha. A partir da próxima terça-feira (18), apenas os vacinados poderão adquirir esses produtos nos comércios da província.

Ao contrário do que parece, a decisão não visa provocar os não vacinados, porém protegê-los, evitar a superlotação dos sistema de saúde e impedir que essas pessoas tenham contato com quem já se vacinou - conforme anunciou o ministro da Saúde local, Christian Dubé.

O resultado foi o aumento de 300% na procura dos imunizantes contra a covid-19, que saltou de 1.500 agendamentos diários para receber a primeira dose para 6.000 agendamentos.