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Roberto Justus explica suas declarações polêmicas sobre o Coronavírus

Após áudio vazado, Roberto Justus explica sua opinião sobre o Coronavírus: ''Exagerando na dose''

Da Redação Publicado em 23/03/2020, às 17h48 - Atualizado às 19h02

Roberto Justus explica suas declarações polêmicas sobre o Coronavírus - Reprodução/Instagram
Roberto Justus explica suas declarações polêmicas sobre o Coronavírus - Reprodução/Instagram

Roberto Justus resolveu usar o espaço de suas redes sociais, na tarde desta sexta-feira (23), para se justificar após ter concedido algumas opiniões polêmicas a respeito da epidemia do Coronavírus.

Na gravação vazada, o apresentador rebate Marcos Mion e afirma que a quarentena preventiva da doença, que chamou de  ''gripezinha leve para 90% das pessoas'', pode causar sérios problemas para a economia global.

No vídeo compartilhado em seu perfil, Justus reafirma que as estatísticas indicam que o Covid-19 não tem grande capacidade letal, mas assegura que deve-se tomar cuidado mesmo assim. 

"Estamos dando um tiro de canhão para matar um pássaro. Estamos exagerando na dose. Eu nunca disse que não temos que tomar cuidado, mas se a gente analisar, estamos parando a economia brasileira, destruindo o que vinha se recuperando", contou.

O empresário ainda mencionou a transmissão da doença em comunidades carentes no Brasil.

ENTENDA

Roberto Justus teria gravado um aúdio e enviado para um grupo de colegas rebatendo as informações que o apresentador Marcos Mion, presente no chat, divulgou em um vídeo sobre os riscos do Coronavírus.

"Quem entende um pouco de estatística, que parece que não é o seu caso, vai perceber que é irrisório. E dos que morrem, dos velhinhos, só 10 a 15% deles morrem. Se pegarmos o vírus, o que seria bom, já criaríamos anticorpos e acabaria de uma vez. Agora, claro que este exagero que foi feito tem vários argumentos e vários pensamentos atrás dele (...) Mas eu não estou dizendo...Devia isolar os velhinhos, devia cuidar deles, devia não ter aglomerações humanas, grandes eventos, festas etc. Isso, sim", disparou.

E acrescentou: "Mas esse isolamento vai custar muito mais caro. Você está preocupado com os pobres? Você vai ver a vida deles devastada, da humanidade, na hora do colapso econômico, da recessão mundial, dos pobres não terem o que comer, das empresas fecharem, dos desempregos em massa... Não dá para comparar com um 'virusinho', que é uma gripezinha leve para 90% das pessoas. Não dá para comparar o desastre que vai ser a vida".

O empresário ainda mencionou a transmissão da doença em comunicades carentes no Brasil. 

"Está preocupado com a vida das pessoas? Fica preocupado não com o vírus entrando na favela. Na favela não vai matar ninguém. Vai matar só velhinho e gente doente. Não tem nenhuma morte no mundo até hoje, das 12 mil, que a pessoa não tenha nenhum problema recorrente de saúde do passado. Nenhuma. Como você me explica isso? Todos foram velhinhos ou diabéticos ou têm problema pulmonar (...) A pessoa saudável zero. E os pobres não são todos doentes, não. Na favela não vai acontecer p*** nenhuma se entrar o vírus. Muito pelo contrário, né? Criança, então, muito pelo contrário. E as crianças nem pegam a doença. Então, assim...Isso não é grave. Grave é o que vai acontecer com o mundo agora, com uma recessão nunca antes vista na história", declarou.