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Sidney Sampaio: "Se você acredita, atinge seus objetivos"

Saiba o que o intérprete do Josué de A Terra Prometida tem em comum com o líder dos hebreus

Ana Bardella Publicado em 26/09/2016, às 10h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

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Entrevista Sidney Sampaio - Edu Moraes
Entrevista Sidney Sampaio - Edu Moraes
Fé, mensagens positivas e clima de união: os temas principais de A Terra Prometida se mantêm presentes na equipe da novela mesmo quando os atores estão longe das câmeras. Que o diga Sidney Sampaio, o Josué, o novo guia dos hebreus na conquista da tão sonhada “terra que emana leite e mel”. Com serenidade e humildade, ele fala sobre o maior papel de sua carreira e conta como a determinação foi um fator essencial para chegar até aqui.


Quais são os seus exemplos de vida?
Vim de uma família muito batalhadora. As coisas nunca foram fáceis ou simples. Minha mãe é uma grande guerreira, meu pai também. Eu tenho vários exemplos na família, pessoas com as quais eu tive o privilégio de cruzar ao longo da vida. Estar aqui hoje é uma grande vitória. Josué tem um paralelo com a minha vida, porque eu caí de paraquedas no universo artístico e fui aprendendo
mais sobre ele por amor e dedicação. O público vai captar essa entrega.


Em quem você buscou inspiração para os gestos do Josué?
Na verdade, eu procurei internalizar o personagem. O ator sempre faz esse laboratório de buscar fora, mas o Josué eu busquei
entender por completo: o peso, o cansaço de estar ali, 40 anos no deserto e vendo as pessoas fraquejarem, perecerem, errarem. Como é que fica a energia de uma pessoa que tá vivendo tudo isso? Só de pensar nisso, a coisa vai pesando, pesando. E vem a responsabilidade de ter a vida de uma nação toda nas minhas costas! Quando você percebe, já está com uma densidade completamente diferente e conduz isso de outra forma. Foi assim.


Ele é o personagem mais importante da sua carreira?
Sem sombra de dúvida. Primeiro pela extensão da obra, pelo tempo de trabalho. Isso exige que o ator puxe cartas da manga, mostre
mais de si. Depois, pela passagem de tempo, pelo amadurecimento: começar com 20 anos, terminar com 100! Essa mudança de posição, de escravo para líder. Passar por fatos grandiosos, como a abertura do Mar Vermelho... Seguir pra guerra, pra disputa de um território... Tudo torna esse o trabalho mais elaborado que eu já fiz até hoje.


Vai ser difícil se desvencilhar?
Eu acho que vai levar um tempo, mas a gente se organiza. O mais legal da profissão é justamente a herança que cada personagem
deixa, o acréscimo a cada personagem realizado.


O que é essencial para vencer batalhas?
É o pensamento positivo e a fé, independente da religião de cada um. Se você acredita, emana uma força positiva e atinge seu
objetivo. Todos os seres humanos que realizaram grandes feitos tinham as mesmas inseguranças que nós. A história narra isso!
Mas eles continuaram acreditando. Insistiram e conseguiram, chegaram lá.


Os valores às vezes ficam perdidos. Você acha necessário resgatá-los?
É sempre bom a gente resgatar valores e entender o que podemos melhorar, aperfeiçoar. Assim podemos repensar a nossa maneira de agir, de conduzir as coisas... Essa autoavaliação é sempre muito bem-vinda. Independentemente da religião, o importante é como a gente supera os obstáculos e evolui.


Para você, como foi o processo de envelhecer?
Revelador! [risos]. Até brinco com o pessoal da maquiagem: “Bota mais branco, bota mais branco!” Meu avô sempre foi grisalho e estou ansioso para chegar a esse momento, mas ainda estamos no início do envelhecimento. É muito gostoso! O ator precisa se permitir. A gente tem que brincar de ter várias faces. Eu, pelo menos, adoro mudar, ficar diferente. E acho que está agradando ao público, então tudo bem. O Josué coroa tá mandando bem! [risos].


No meio disso tudo, há espaço para romance?
Essa é outra parte muito legal da história. Até então ele está com um objetivo, mas começa a se questionar se é possível (ou melhor) passar por isso sozinho. Tudo isso depois de ter praticamente perdido as esperanças de ter uma nova parceira e viver um amor tão bonito quanto o anterior.


Como foi deixar a barba e o cabelo crescerem?
A barba está crescendo desde dezembro. Quando acabou a temporada de Os Dez Mandamentos, eu dei umas férias para o rosto. Mas confesso que já está meio traumático tirar a barba. Eu tiro e penso: “Quem é você?” A gente acostuma! Mas deixar crescer é infinitamente melhor do que  botar uma prótese sintética todos os dias. A minha barbinha eu cuido, limpo, passo perfume, escovo,
seco e aí fica tudo bem. E o cabelo é megahair, não deu tempo de crescer.


Como é gravar as cenas de batalha?
Muito legal! É a parte  mais legal. Todos os homens do elenco viram criança novamente. Nós brincávamos de espada na infância, e
agora estamos vivendo isso em proporções reais. É muito divertido!

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