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Silvia Poppovic e Ernesto Lacombe discutem ao vivo durante programa

'Aqui na Band': Silvia Poppovic e Ernesto Lacombe discutem ao vivo

Da Redação Publicado em 24/09/2019, às 12h49 - Atualizado às 12h55

Silvia Poppovic e Ernesto Lacombe - Reprodução/Band
Silvia Poppovic e Ernesto Lacombe - Reprodução/Band

Os apresentadores Silvia Poppovic e Ernesto Lacombe trocaram farpas durante o ‘Aqui na Band’ da última segunda-feira (23).

O assunto em questão foi o caso da menina Ágatha, que foi morta durante uma ação policial no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro (RJ), na semana passada.

"Terrível essa história, terrível esse tipo de política de segurança pública que não pensa primeiro em resguardar a vida da população e sai atirando assim. Olha o que está acontecendo. É triste mesmo, é lamentável", afirmou Silvia.

Lacombe discordou da opinião da colega e declarou: "Eu acho ainda um pouco precipitado dizer o que aconteceu. Ainda será feito uma perícia”. 

O jornalista ainda relembrou quando Leonel Brizola era governador do Rio. “Ele proibiu a polícia de subir nas comunidades e o que a gente viu foi um fortalecimento do tráfico de drogas. A polícia tem que atuar com todo o cuidado para preservar a vida de inocentes, mas a polícia não pode deixar de atuar nas comunidades de maneira nenhuma. [...] Então é muito complicado acusar sempre a polícia”.

Incomodada com a declaração de Ernesto, Poppovic rebateu: "Eu não estou acusando a polícia não, eu estou acusando a política de segurança pública. Quando há uma política agressiva, de sair matando quem tiver no caminho, acontece esse tipo de desgraça".

"A gente não sabe realmente se foi a polícia. A gente sabe que os traficantes se protegem. Como acontece na Palestina. Os palestinos se protegem colocando na linha de frente mulheres e crianças. Obviamente os traficantes se sentem protegidos nessas comunidades", interrompeu ele.

Sem acreditar na colocação do companheiro de bancada, Poppovic alfinetou: "Me admira muito, Lacombe, você não estar emocionado com essa história. Para quem é carioca, para quem é brasileiro, é uma vergonha o que aconteceu. Perder uma menina com 8 aninhos de idade”.

"Não estou defendendo que a polícia saia atirando de maneira nenhuma [...] agora tirar a polícia das comunidades, impedir o trabalho da polícia, isso não!", finalizou Ernesto.