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Sonia Abrão comenta fala de William Bonner no 'Jornal Nacional': ''Choque de realidade''

A apresentadora compartilhou o vídeo nas redes sociais

Da Redação Publicado em 09/05/2020, às 08h54 - Atualizado em 25/06/2020, às 23h14

No Instagram, a jornalista deixou um comentário - RedeTV! | Globo
No Instagram, a jornalista deixou um comentário - RedeTV! | Globo

Sonia Abrão usou as redes sociais, na última quinta-feiras (7), para compartilhar um vídeo da fala de William Bonner no 'Jornal Nacional'.

"Bonner no Jornal Nacional: choque de realidade", escreveu a apresentadora na legenda da publicação. 

Nas imagens, o âncora faz um comentário após Renata Vasconcellos anunciar as mais de oito mil mortes no Brasil, em decorrência do novo coronavírus (Covid-19).

Os seguidores de Sonia usaram o espaço dos comentários para apoiar o discurso do jornalista. "Jornal Nacional mostrando como se faz jornal", disse um deles. "É a realidade", apontou outro. "Fala certeira", elogiou mais um.

PARA QUEM NÃO VIU

William Bonner dedicou mais de um minuto e meio do Jornal Nacional para falar sobre o assustador número de mortos pelo novo coronavírus, na noite da última quarta-feira (6). 

"Você já nem deve lembrar, mas na quinta passada, eram 5.901 mortos. Os números vão aumentando desse jeito, cada vez mais rápido, vão dando saltos, e vai todo mundo se acostumando porque são números. Um número muito grande de mortes, de repente, em um desastre, sempre assusta. As pessoas levam um baque. Morreram mais de 250 pessoas em Brumadinho. É uma tragédia. Nos Estados Unidos, em 2001, morreram quase 3 mil nos atentados do 11 de Setembro. Três mil, assim, de repente. Mas quando as mortes vão se acumulando ao longo de dias e de semanas, como acontece agora na pandemia, esse baque se dilui, e as pessoas vão perdendo a noção do que seja isso", disse. 

Bonner tentou humanizar a pandemia e levar para os telespectadores o luto de cada família que perdeu um ente querido pelo coronavírus. "Oito mil vidas acabaram. Eram vidas de pessoas, amadas por outras pessoas, pais, filhos, amigos, conhecidos. Aí o luto dessas tantas famílias vai ficando só para elas, porque as outras pessoas já não têm nem como refletir sobre a gravidade dessas mortes todas, que vão se acumulando todo dia. Todo dia. Hoje, são 8.500. Amanhã, a gente não sabe. Quando é assim, o baque só acontece quando quem morre é um parente, um amigo, um vizinho, ou uma pessoa famosa", disparou.