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Thaeme sofre com diástase abdominal durante gravidez; o que é isso?

Condição atinge a maioria das gestantes e pode afetar o pós-parto

Marcela Del Nero Publicado em 21/01/2019, às 13h05 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Thaeme está a espera de sua primeira filha, Liz. - Reprodução/Instagram
Thaeme está a espera de sua primeira filha, Liz. - Reprodução/Instagram

Grávida de seis meses, Thaeme Mariôto revelou em seu perfil do Instagram recentemente que foi diagnosticada com diástase abdominal. A cantora, da dupla com Thiago, foi buscar ajuda após sentir incômodos na região.

“Eu estava sentindo uma dor, como se fosse dor no estômago, e quando procurei as meninas, elas viram que eram os músculos separando”, explicou, contando ainda que começou o tratamento e que já está dando resultado.

Você está em dúvida se sofre com a condição, assim como a cantora? AnaMaria foi atrás de um especialista para esclarecer algumas questões sobre o assunto.

O QUE É?
A diástase é o afastamento dos ventres do músculo reto abdominal, ou seja, o famoso tanquinho. De acordo com Wendell Uguetto, cirurgião plástico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e do Hospital Albert Einstein em São Paulo (SP), isso acontece por conta do aumento de volume abdominal, comum na gravidez.

“Nos casos mais severos, a paciente pode ter dores lombares e obstipação (prisão de ventre) por perda da prensa abdominal”, explica o médico. 

NÃO ACONTECE APENAS EM GRÁVIDAS
Mas se engana quem pensa que apenas quem está gerando um filho pode sofrer com o problema. Homens e mulheres com sobrepeso também têm a possibilidade de ter diástase abdominal.

Isso acontece por conta do aumento dos órgãos intra-abdominais, como fígado e intestino, o que faz com que a musculatura se abra. “A má-notícia é que, mesmo a pessoa emagrecendo depois, esses músculos não voltam ao normal sozinhos”, informa Uguetto.

TEM COMO PREVER?
O especialista esclarece que não há a possibilidade de saber se a pessoa vai apresentar a condição antecipadamente, e nem se esta vai continuar após o nascimento do bebê, no caso das grávidas. 

Isso porque o tamanho da criança e o conteúdo do saco embrionário podem ter influência. “Por mais que a mulher tenha uma musculatura adequada, ou mesmo engordando pouco na gestação, a diástase ainda pode acontecer”, ressalta Uguetto.

No entanto, o cirurgião ensina uma forma simples de verificar se o problema existe: “Deitada, pode-se contrair a parede abdominal utilizando a manobra de Valsalva, a mesma para evacuar, e será possível avaliar se há uma falha na musculatura na linha média em geral na altura do umbigo, afundando a mão nesta região.”

TRATAMENTO
A fisioterapia é essencial para ensinar a paciente a usar adequadamente sua musculatura. “Quando a pessoa tem diástase, utiliza o músculo oblíquo ao invés do reto abdominal”, exemplifica Wendell. 

No entanto, algumas gestantes que tiveram diástase apresentam abaulamento da barriga que não melhora com atividades físicas. Ou seja: a pessoa não falta um dia na academia, mas a barriguinha insiste em não sumir. 

Em casos assim, onde as diástases são consideradas patológicas, ou seja, acima de 2,3 cm, o tratamento é cirúrgico. “A abdominoplastia é a mais indicada nos casos que resultam no abaulamento, pois, além de corrigir, também retira o excesso de pele”, indica Uguetto.

ALGUMAS DICAS PARA TENTAR EVITAR

  • Exercício físico antes e durante a gestação;
  • Alimentação adequada;
  • Engordar pouco na gestação (em torno de 8 a 10 kgs no total);
  • Além de todo acompanhamento médico, claro!