AnaMaria
Facebook AnaMariaTwitter AnaMariaInstagram AnaMariaSpotify AnaMaria
Notícias / Últimas / Falecimento

Morre Sérgio Paulo Rouanet, que deu nome à Lei de Incentivo à Cultura

Sérgio Paulo Rouanet foi diplomata, professor, filósofo, ensaísta e antropólogo; ele faleceu neste domingo (3)

Da Redação Publicado em 03/07/2022, às 16h21

Sergio Paulo Rouante sofria da Doença de Parkinson - Reprodução/Instagram
Sergio Paulo Rouante sofria da Doença de Parkinson - Reprodução/Instagram

Sérgio Paulo Rouanet, criador da Lei de Incentivo à Cultura de mesmo nome, faleceu neste domingo (3), aos 88 anos, em decorrência da Doença de Parkinson.

Diplomata, professor, filósofo, ensaísta e antropólogo, ele foi Secretário de Cultura da Presidência da República do Brasil, entre 1991 e 1992, período no qual criou a Lei Rouanet (Lei 8.313/91), principal mecanismo de fomento à cultura do país, e estabeleceu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

Rouanet também ocupava a cadeira nº 13 da Academia Brasileira de Letras (ABL) e a cadeira nº 34 da Academia Brasileira de Filosofia (AFL). Ele se destacou pela tradução ao português das obras do filósofo alemão Walter Benjamin.

A notícia da morte do intelectual foi confirmada pelo Instituto Rouanet, fundado em 2020 por Sérgio e sua esposa, a escritora Bárbara Freitag, cujo objetivo é valorizar a emancipação humana por meio da cultura e da educação.  

Nas redes sociais, o Instituto escreveu: “É com muito pesar e muita tristeza que informamos o falecimento do Embaixador e intelectual Sérgio Paulo Rouanet, hoje pela manhã do dia 3 de julho. Rouanet batalhava contra o Parkinson’s, mas se dedicou até o final da vida à defesa da cultura, da liberdade de expressão, da razão, e dos direitos humanos. O Instituto carregará e ampliará seu grande legado para futuras gerações”.

Confira o comunicado:

CARREIRA

Sérgio Paulo Rouanet se formou em Ciências Jurídicas e Sociais na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e se especializou em Economia, Filosofia e Ciências Políticas.

Ele foi docente na Universidade de Brasília (UnB), no Instituto Rio Branco e na Universidade de Oxford (Inglaterra).

Além disso, ele passou por embaixadas, delegações e consultados do Brasil em diversas cidades do mundo, como Nova Iorque, Genebra e Berlim.

No jornalismo, atuou no ‘Jornal do Brasil’, publicando artigos na coluna ‘Eles pensaram por nós', incluso no suplemento literário da edição carioca.