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O que é ter alopecia? Estresse extremo causou queda de cabelo no ex-BBB Eliezer

Assim como o ex-BBB Eliezer, 147 milhões de pessoas no mundo sofrem com o mesmo tipo de alopecia

Eliezer foi diagnosticado com alopecia areata - Instagram/@eliezer
Eliezer foi diagnosticado com alopecia areata - Instagram/@eliezer

O ex-BBB 22 Eliezer revelou recentemente que teve uma queda de cabelo acentuada, que ele descobriu ser alopécia. Tudo causado pelo estresse extremo dos ataques que recebeu nas redes sociais por conta do anúncio da gravidez da namorada, Viih Tube. Infelizmente, longe de ser uma exceção, o problema é uma condição que atinge milhões de pessoas anualmente.

É o caso de Jessica Mariana Almeida, de 29 anos, que, assim como o ex-BBB, teve alopecia causada por estresse e sofreu por meses com a queda acentuada dos fios. “Tive problemas familiares, e a pandemia começou pouco tempo depois também, me causando muito estresse. Além de usar loção para crescimento, associado a um complexo oral de vitamina, faço terapia”, conta.

No entanto, questões psicológicas não são a única causa possível para a doença, que pode ter como origem problemas hormonais, de vitaminas e genéticos. Para entender tudo sobre o tema, AnaMaria Digital conversou com o médico tricologista João Gabriel Nunes. Confira!

O QUE É A ALOPECIA?

Conforme o especialista, alopecia é sinônimo de queda de cabelo. “Muitas vezes as pessoas falam ‘alopecia’ se referindo à alopecia areata, que é a do Eliezer, mas existem mais de 30 tipos diferentes. É um conjunto de doenças”, explica ele.

Cada uma delas pode se manifestar de diferentes maneiras, como a queda de pelos ao redor do corpo ou queda capilar, sendo a segunda a mais comum. Ainda assim, existem diferentes formas de isso ocorrer.

No caso de Jessica, que sempre teve cabelo comprido, ela notou que a queda em excesso também diminuiu muito o volume dos fios. “Parei de fazer química e fui cortando até chegar nos ombros. Passei muitos meses assim”, conta.

Já com Eliezer a alopécia veio de outra maneira: nas fotos publicadas pelo ex-BBB, é possível ver um círculo no meio do cabelo onde seu couro cabeludo está completamente à mostra. A diferença dos sintomas, ressalta o especialista, se deve aos diagnósticos diferenciados recebidos pelos dois.

Story de Eliezer mostrando como ficou seu cabelo com a alopecia
Inatgram/@eliezer

TIPOS DE ALOPECIA

Alguns dos principais tipos de alopecia são:

  • Alopecia androgenética
  • Alopecia areata
  • Alopecia por tração
  • Eflúvio telógeno
  • Alopecia cicatricial
  • Alopecia frontal fibrosante

Segundo João Gabriel Nunes, a alopecia mais comum é a androgenética, ou seja, a que vem “de família” e provoca a calvície. Ainda assim, a doença de Eliezer também é bastante recorrente e, algumas vezes, não tem cura.

“A alopecia areata é uma das mais comuns. A gente tem 147 milhões de pessoas que já sofreram este tipo de alopecia desde o ano passado no planeta. É um cálculo aproximado da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, informa o médico.

Para Jessica, o diagnóstico foi outro: eflúvio telógeno crônico. Como este tipo pode ter diversas causas, como deficiência de vitaminas, medicamentos ou até descontrole hormonal, foi necessário realizar uma bateria de exames para seguir o tratamento adequado.

“No caso da Jessica, foram solicitados exames dermatológicos e hormonais, que não apresentaram alterações muito compatíveis com a queda que ela estava tendo. Assim, suspeitamos de uma causa totalmente psicogênica, gerada por alterações comportamentais e pelo estresse do dia a dia”, conta o médico.

Jessica enquanto tinha alopecia, seu cabelo em um pente e o cabelo após o tratamento
O cabelo de Jessica antes e depois do tratamento contra a alopecia - Arquivo Pessoal

TRATAMENTO

Como a alopecia é um conjunto de doenças, vale consultar um médico dermatologista ou tricologista antes de tomar qualquer medida em relação à condição. Alguns dos tratamentos possíveis são o uso de pomadas de corticoides na lesão e, em casos mais extremos, é possível aplicar o medicamento dentro da ferida com agulhas subcutâneas. No geral, Nunes diz que a resposta é positiva.

Ele ainda destaca que, em situações como as de Eliezer e Jessica, a colaboração com profissionais de outras áreas ainda é imprescindível: “Psicólogos e psiquiatras ajudam muito. Tem casos em que os pacientes melhoraram exponencialmente com a ajuda deles. O tricologista vai investigar os hormônios, a parte nutricional, a parte sanguínea, mas quando o motivo realmente é psicológico, precisamos de outros profissionais”.

Nos casos em que não é possível curar a alopecia, como a calvície genética, o transplante capilar acaba representando a melhor saída para tentar reverter a doença. Isso porque, uma vez que o fio morre, ele não nasce de novo.

“Não existe um remédio que vai fazer esse cabelo voltar a crescer. Assim, o que melhor representa a cura da alopecia androgenética é o transplante capilar. Quando a pessoa já perdeu os fios e não conseguiu reverter com o tratamento clínico, tiramos os fiozinhos da área que o paciente tem mais cabelo para corrigir as falhas onde falta o cabelo”, explica.

Por fim, João Gabriel Nunes revelou uma novidade com bons resultados nos Estados Unidos e na Europa: uma medicação chamada Olumiant. Apesar de ainda não ter sido liberado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil, o tratamento por via oral aparenta trazer efeitos positivos para os casos em que a alopecia areata ainda não foi resolvida.

“É um tratamento meio polêmico, mas que está liberado justamente para este tipo de alopecia [em alguns países]. Ele age diretamente na queda do cabelo provocada pelo estresse e tivemos ótimos resultados”, avalia.

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