Pare agora de fumar: confira motivos e dicas para largar o hábito

Confira motivos e dicas para largar o hábito de fumar

sábado 13 julho, 2019
De uns anos para cá, fumar saiu de moda
De uns anos para cá, fumar saiu de moda Foto:Banco de Imagem/Getty Images

Se você precisa de motivos para abandonar o cigarro, nós daremos: o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A seguir, você descobrirá por que o vício acontece tão instantaneamente e o que dificulta deixá-lo de lado. 

Mas também apresentamos uma possível solução por meio de estratégias capazes de livrá-la desse mal, amém!

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De uns anos para cá, fumar saiu de moda. Deixou de ser um hábito descolado e chique, como era nos anos 70 e 80. No Brasil de hoje, fumamos menos do que os americanos e a maioria dos países da Europa. 

Segundo dados do Ministério da Saúde, por exemplo, nos primeiros oito anos da Lei Antifumo no estado de São Paulo, consumidores de cigarro na capital paulista diminuíram em cerca de 300 mil pessoas. 

Apesar disso, números da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Ela responde por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis, como a doença pulmonar crônica, diversos tipos de câncer, doenças cerebrovasculares e infarto. 

Nas próximas páginas, esclarecemos os males do cigarro e apresentamos orientações práticas para você vencer esse hábito maligno!

CONSEQUÊNCIAS
Fernando Santini, oncologista e membro do comitê científico do Instituto Lado a Lado pela Vida, explicou o que ocorre com uma pessoa logo que ela começa a fumar.

Assim que o cigarro é levado à boca, começa uma reação inflamatória provocada pela temperatura elevada da fumaça. Ela queima não só os pulmões, mas toda a via aérea.

Ao fumar com frequência, o indivíduo tem suas vias respiratórias completamente lesadas. O revestimento interno do aparelho respiratório não suporta a toxicidade nem a alta temperatura da fumaça e começa a sofrer um processo de substituição de células.

Já no primeiro cigarro levado à boca, a integridade do aparelho respiratório fica comprometida por duas razões: primeiro porque os alvéolos, responsáveis pelas trocas gasosas entre o ar e o sangue, são destruídos. Depois, porque ocorre uma mudança na composição do revestimento dos brônquios. Em consequência disso, pode surgir a bronquite.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), apenas dois em cada dez fumantes conseguem abandonar o vício na primeira tentativa. Isso porque o cigarro possui nicotina, substância que estimula a produção de dopamina, hormônio que dá a sensação de prazer. 

Desse modo, tragar proporciona uma falsa sensação de bem-estar. Ao tentar parar de fumar (e cortar a nicotina), o cérebro do fumante recebe menos dopamina e, para compensar, produz mais noradrenalina. Por isso, largar o vício deixa a pessoa nervosa e irritadiça.

Cada cigarro possui cerca de 4.720 substâncias nocivas. Uma delas é o alcatrão, resíduo altamente tóxico, cancerígeno e de cor negra – por isso o pulmão de quem fuma fica escuro. Outra é a naftalina, utilizada como veneno para matar baratas. Ao queimar, o danado também libera, por exemplo, o monóxido de carbono, que reduz a concentração de oxigênio no sangue.

O cigarro também causa mutações no DNA das células, que passam a se reproduzir de forma deficiente, podendo desenvolver câncer. 

“Pacientes com idade entre 55 e 80 anos, que fumaram pelo menos o equivalente a um maço por dia no período de 30 anos, que continuam fumando ou pararam nos últimos 15 anos, devem fazer rastreamento anual de câncer de pulmão com tomografia computadorizada de tórax”, diz Santini.

VALE A PENA O SACRIFÍCIO

  • 12 horas sem fumar: o monóxido de carbono atinge níveis normais no sangue;
  • 24 a 48 horas sem fumar: o olfato e o paladar já melhoram;
  • 2 semanas a 3 meses sem fumar: a função pulmonar e a circulação sanguínea também melhoram;
  • 1 a 9 meses sem fumar: a tosse, a congestão nasal, a falta de ar e o risco de infecções respiratórias diminuem;
  • 1 ano sem fumar: as chances de sofrer um ataque cardíaco cai pela metade;
  • 5 anos sem fumar: o risco de desenvolver câncer de boca, garganta, esôfago e bexiga caem muito. Além disso, a probabilidade de ter um AVC passa a ser próxima a de quem nunca tragou;
  • 10 anos sem fumar: as chances de morrer de câncer de pulmão caem pela metade, comparadas às de quem continua fumando;
  • 15 anos sem fumar: o risco de sofrer um infarto é igual ao de quem nunca fumou;
  • 20 anos sem fumar: a probabilidade de desenvolver câncer de pulmão passa a ser próxima a de quem nunca fumou.

COMO VOCÊ VAI ABANDONAR O VÍCIO

  • Anote em um papel os motivos que a fizeram decidir parar. Deixe-o sempre à vista;
  • Diminua aos poucos a quantidade de cigarros fumados por dia e evite ir a lugares que a façam lembrar dele;
  • Atividade física ajuda a reduzir a dependência e a aliviar alguns sintomas de abstinência; 
  • Divida com seus amigos e familiares que você está tentando parar de fumar. O incentivo deles pode fazer a diferença;
  • Algumas mudanças na rotina podem ser necessárias para evitar uma recaída. Por isso, evite tomar café e bebidas alcoólicas, escove os dentes após as refeições, faça uma caminhada depois de comer. Ficou com vontade de fumar? Beba água na hora!

FUMAR NA GRAVIDEZ
O tabagismo é completamente contraindicado durante a gestação, pois aumenta a chance de partos prematuros, dos bebês nascerem abaixo do peso, de ocorrer descolamento de placenta e, consequentemente, do óbito fetal. 

“Além disso, durante a gravidez, mãe e filho compartilham a circulação sanguínea, portanto, a criança fica exposta à nicotina. Essa substância em contato com o feto tem a capacidade de retardar o crescimento da criança, favorecendo malformações congênitas, como lábio leporino”, esclarece Albertina Duarte Takiuti, ginecologista e coordenadora do Programa de Saúde do Adolescente da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo.

Os malefícios se estendem para o período de lactação, afinal, as substâncias tóxicas do cigarro são transmitidas para o bebê por meio do leite materno.

Júlia Arbex
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