Não subestime o poder da sedução! - iStock
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Como manter a chama do casamento acesa? Veja algumas dicas

Psicanalista reúne conselhos para não deixar o passar dos anos esfriar a intimidade do casal

Ana Bardella Publicado em 10/02/2019, às 15h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Pense bem: por que o sexo míngua, mesmo quando as pessoas se amam? Dentro de um relacionamento é natural que ocorram oscilações. Todos nós estamos sujeitos a estresse, preocupações financeiras, pressões no trabalho e dificuldades emocionais. 

E é impossível ficarmos imunes a essas questões e impedir que elas atrapalhem de algum modo a vida a dois. No entanto, geralmente são apenas fases que passam. O preocupante é quando os problemas se apropriam da intimidade por não receberem a devida atenção e, com o tempo, se solidificam.

No livro Amor Sustentável (ed. Sextante, R$ 29,90), a psicanalista Lígia Guerra reúne conselhos para não deixar o passar dos anos esfriar a intimidade dos casais.

NÃO CONFUNDA AFINIDADE EMOCIONAL COM TESÃO
Por mais incômodo que seja, é importante enfrentar a realidade: muitas vezes, o desejo e o amor não se comunicam bem, pois tudo aquilo que acende o amor costuma entediar o desejo. Reflita comigo. A segurança, a previsibilidade e a familiaridade são ótimos alicerces para o amor, a construção da família e a criação dos filhos. Só que o desejo não se interessa pelo habitual, pelo previsível e pelo doméstico. 

Aliás, tudo que o desejo não quer é ser domesticado. Ele aprecia ser desafiado porque é instintivo, carnal e valoriza a sedução. Um sentimento ainda mais conflituoso surge quando nos sentimos atraídos pelas pessoas que criticamos. Que mulher nunca prestou atenção em um homem que tem fama de pegador? Que homem nunca teve fantasias com uma mulher sensual que demonstra gostar de sexo? 

E por qual motivo essas pessoas são tão criticadas? Talvez porque elas não lembram em nada os modelos estereotipados que nos vendem do pai confiável e da mãe dedicada. Elas inspiram luxúria, provocam o instinto que todos possuímos e, por fim, escancaram nossa vulnerabilidade diante da atração. O tesão não é politicamente correto!

No entanto, é totalmente possível pensar assim: eu gosto de ser acarinhada, mimada e cuidada com ternura, mas também quero ser excitada e inflamada por desejos eróticos. Gosto do sentimento de pertencimento, mas me sinto instigada pela novidade. Valorizo a segurança, mas sinto-me tentada pelo que me desarma.

Será que é possível, então, extrair um resultado positivo dessa equação e realmente ser feliz na vida conjugal? É claro que sim, mas será preciso esquecer a preguiça e arregaçar as mangas!

Somar forças entre esses dois sentimentos significa criar, nutrir e se comprometer com o jogo da conquista no dia a dia. Com isso, você vai preservar (ou resgatar, se for o caso) aquele erotismo do início da relação. 

Lembra-se de quando tudo era novo e vocês ansiavam pelos momentos de intimidade? Acredite! Vocês poderão continuar sendo novidade um para o outro, de formas diferentes a cada nova etapa do casamento e de forma mais intensa e verdadeira.

Comprometa-se com o seu parceiro. Tire uma noite na semana  exclusivamente para vocês, pois essa atitude estimulará os dois a entrarem em sintonia com a expectativa do que será vivido. Recriará fantasias. Motivará a pensar na depilação e na lingerie; a cuidar da barba e a escolher bem o perfume.

NÃO SUBESTIME O PODER DE SEDUÇÃO
Existem recursos que podem ajudar você a se desligar das preocupações, a se conectar com o erotismo, a destravar bloqueios e a se aproximar do outro de maneira sensual. Veja alguns exemplos:

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