A fobia social precisa ser tratada o quanto antes; entenda a condição

Entenda a fobia social e saiba porquê ela precisa ser tratada

domingo 28 julho, 2019
Se uma conversa é iniciada, a sensação é de que não terá o que falar
Se uma conversa é iniciada, a sensação é de que não terá o que falar Foto:Dreamstime

Não é vergonha nem timidez. A fobia social é um transtorno de ansiedade que atinge cerca de 7% da população. Seu portador sente muito medo e sofre escondido em casa. Basta uma pessoa se aproximar para o temor tomar conta. 

A saída é se ‘esconder’ em algum cômodo para se sentir seguro e não precisar se relacionar. A apreensão quanto a ser aceito é tão grande que a pessoa evita qualquer contato. Ela não consegue olhar nos olhos de ninguém. 

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Se uma conversa é iniciada, a sensação é de que não terá o que falar. Resumidamente: o convívio aterroriza, dá desespero. O receio da rejeição vem associado a outros sintomas de ansiedade, como coração disparado, transpiração fria, tremor e boca seca. 

Mesmo o sorriso ‘caprichado’ não é pleno. A adrenalina que corre pelo corpo deixa a musculatura rígida, impedindo até mesmo o riso largo. Não à toa a fobia afeta o trabalho, a vida social, sua saúde física e mental. 

Apesar de não se ter conhecimento de suas origens, sabe-se, no entanto, que há uma incidência maior em famílias que apresentam algum portador. O transtorno pode ser biológico e ‘aprendido’. 

O fóbico pode interpretar mal o comportamento dos outros em relação a ele e assim desenvolver menos habilidades sociais, aumentando a insegurança em relação à sua performance. 

Crianças que nasceram em ambientes ameaçadores, sofreram maus-tratos ou são vítimas de bullying são mais suscetíveis. Por isso, é bom que elas sejam valorizadas em alguma área importante, especialmente ser reconhecidas por seus colegas de escola – ambiente onde a vivência de aceitação é fundamental. 

O tratamento depende do diagnóstico feito pelo médico, especialmente o psiquiatra. Medicamentos podem ser empregados e a terapia ajuda a melhorar a autoestima e treinar as habilidades cognitivas e comportamentais do indivíduo. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento. Fique de olho.

LUIZ SCOCCA é psiquiatra com mais de 20 anos de atendimento em consultório próprio, além da participação em grupos de estudo, congressos e projetos sociais. Formado pela USP e membro das associações brasileira e americana de psiquiatria: ABP e APA.

Da Redação
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