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As fases do seu ciclo menstrual

Antigamente era um fluxo forte e hoje está totalmente diferente? Saiba reconhecer as especificidades da menstruação nas diferentes etapas da nossa vida

Ana Bardella Publicado em 14/10/2016, às 16h30 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h44

As fases do seu ciclo menstrual - Shutterstock
As fases do seu ciclo menstrual - Shutterstock
Ela chega quando ainda somos novinhas e nos acompanha durante anos e anos. E assim como nós, que vamos amadurecendo e mudando conforme o passar dos anos, as características da menstruação também variam de acordo com cada fase da vida. É a natureza! Intensidade do fluxo, duração do ciclo... Tudo isso vai se alterando com o decorrer do tempo. Veja as diferenças entre
cada uma das etapas e até que ponto essas alterações são normais:

1 Os primeiros dois anos
A primeira menstruação costuma aparecer entre os 11 e os 13 anos. Antes disso deve ser investigada, pois pode sinalizar que o corpo da menina esteja amadurecendo antes do tempo ideal – a chamada puberdade precoce. “Até dois anos depois de menstruar,
o ciclo pode apresentar irregularidades”, explica Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra de São Paulo. Por ser muito jovem, a menina pode menstruar em alguns meses e em outros não. A situação costuma gerar insegurança nas garotas, que ficam com medo de serem pegas desprevenidas. Solução: ter sempre um absorvente na bolsa! Além disso, durante essa fase, também é possível que as jovens apresentem sangramentos entre os ciclos, ou seja, que não são provenientes da menstruação. Podem ter a ver com ovulação, ovário policístico e várias outras questões. Nesses casos, é necessário o acompanhamento de um médico.


2 Auge reprodutivo
Passados esses dois anos, a mulher começa a ter ciclos mais regulares, que podem variar de 21 a 35 dias. Para calcular quantos dias o seu ciclo possui, basta iniciar a numeração no primeiro dia da menstruação e continuar até que a próxima se inicie. Também é natural que haja variação na duração do período. “O sangramento pode se estender de dois a dez dias sem que isso comprometa a saúde da mulher”, explica o ginecologista. “Essa diferença se dá por diferentes fatores, como os hábitos de vida, o estresse, a alimentação e a genética”, completa.


3 Depois da gravidez
Logo após o nascimento do bebê (seja por parto ou cesariana), a mulher sangra por algumas semanas. Isso acontece porque o corpo passa a expelir o material que revestia o útero durante a gestação. No início, a coloração é mais avermelhada. Depois passa a ser amarronzada. A menstruação só costuma descer novamente depois que esse sangramento cessa. É impossível prever quanto tempo leva para o corpo se regular depois da chegada do bebê, pois isso depende do organismo de cada mulher. Mas sabe-se que a
amamentação libera hormônios que atrasam a volta da menstruação. Quando ela finalmente retorna, “o mais comum é que tenha as mesmas características de antes da gravidez”, afirma Mantelli. No entanto, pode apresentar variações – sem que isso necessariamente represente um problema. Caso tenha alguma queixa, o melhor é se consultar com seu ginecologista.


4 Climatério
A fertilidade declina a partir dos 30 anos. Isso não significa que a mulher ficará infértil depois dessa idade, mas sim que o grau de dificuldade para engravidar aumentará conforme o passar do tempo. Em geral, a menopausa (processo que indica o fim da vida
reprodutiva feminina) ocorre somente entre os 45 e os 55 anos. O climatério é a fase que antecede a menopausa, e começa dois anos antes de sua chegada. Caracteriza-se por falhas na menstruação (às vezes vem, às vezes não) e pela diminuição do fluxo. A mulher menstrua cada vez menos e em menor quantidade. “Também pode acontecer ganho de peso, diminuição da lubrificação e da vontade de ter relações sexuais, as famosas ondas de calor e algumas alterações de humor”, ressalta o médico.


5 Menopausa
Só se pode afirmar que uma mulher chegou à menopausa quando sua menstruação é interrompida por mais de 12 meses. A partir de então, o risco de algumas doenças – como a osteoporose e os males que afetam o coração – aumenta. Por isso é necessário
fazer um rigoroso acompanhamento médico.
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