AnaMaria

Ser mais humano: Ladrões do nosso tempo

Traçar metas é essencial para otimizar tarefas, mas mais importante é identificar realmente o que se quer. Está perdido aqui? Busque o autoconhecimento primeiro

Heloísa Capelas Publicado em 08/12/2017, às 14h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h45

Ser mais humano: Ladrões do nosso tempo - iStock
Ser mais humano: Ladrões do nosso tempo - iStock

Nossa, o ano já está quase terminando. Como passou rápido! Muitas pessoas me perguntam: por que o tempo está correndo depressa? Do lado de fora vivemos uma loucura e do lado de dentro da gente, como fica? A física explica que o eixo da Terra mudou, o que fez encurtar o dia, mas o que na realidade acontece hoje é que não estamos conseguindo administrar o nosso tempo, além de estarmos perdendo nosso foco. Sim, temos hoje o lado positivo do acesso às informações, da diversidade de canais de comunicação e é inegável também que possuímos uma capacidade extraordinária de absorver e de pensar rapidamente acerca de tudo o que recebemos. Mas é preciso tomar cuidado para que este “mar” de possibilidades não nos distraia a ponto de nos perdermos do que há de precioso em nossa vida, do foco no que desejamos ou mesmo nos esquecermos de nossos sonhos e da origem deles. Mesmo com a percepção de que o tempo escapa pelas nossas mãos, a verdade é que o tempo é o mesmo e vai depender apenas de cada um a forma de administrá-lo e de fazê-lo um grande aliado. Há um ditado que diz: quando não sabemos aonde ir, qualquer caminho é caminho. O que fazer para evitar essas situações que
roubam o tempo e nos afastam de nossos sonhos, propósitos e objetivos? Vale a pena investir em planejamento? Sim, traçar metas é essencial para otimizar tarefas, mas um cuidado tão importante quanto é identificar realmente o que se quer. Se você está perdido aqui, então
aconselho fortemente que busque o autoconhecimento primeiro. Outro ponto fundamental é distinguir urgência de prioridade. O urgente é algo sobre o qual não se tem controle e deve-se agir imediatamente, por exemplo, atender o filho que se machucou ou consertar o carro que quebrou. São situações pontuais e imprevistas. Contudo, quando o urgente vira rotina significa que algo está errado no planejamento e temos de corrigir o percurso já! O prioritário é previsível, planejado e deve ser a maior parte da nossa rotina, pois é exatamente o “programado” que irá nos levar direto ao objetivo! Pense nisso e usufrua melhor do seu tempo.

Heloísa Capelas é especialista em desenvolvimento humano. Autora de O Mapa da Felicidade e Perdão – A Revolução Que Falta, é diretora do Centro Hoffman de Autoconhecimento, em São Paulo. Sites: heloisacapelas.com.br e centrohoffman.com.br. Facebook: /CapelasHeloisa

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