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Coronavírus / Pronunciamento

Papa Francisco volta a defender vacinas contra covid-19: “Solução mais razoável”

Fake news e cultura do cancelamento foram outros temas do discurso do Papa Francisco

Da Redação Publicado em 10/01/2022, às 12h15

Líder da Igreja Católica se apresentou à comunidade internacional nesta segunda (10) - Pixabay/Annett_Klingner
Líder da Igreja Católica se apresentou à comunidade internacional nesta segunda (10) - Pixabay/Annett_Klingner

Papa Francisco discursou a favor da vacinação contra a covid-19, nesta segunda-feira (10). O pontífice fez um apelo para que a comunidade internacional mantenha os esforços para “imunizar a população o máximo possível” e reafirmou a efetividade das vacinas no combate à pandemia do coronavírus.

"É importante que os esforços continuem para imunizar a população o máximo possível", declarou o líder da Igreja Católica. Além disso, Francisco defendeu que é necessário um “compromisso múltiplo” do corpo diplomático no enfrentamento à doença.

Em seguida, o Papa complementou sobre os efeitos dos imunizantes: "As vacinas não são instrumentos mágicos de cura, mas representam certamente, junto aos tratamentos que estão sendo desenvolvidos, a solução mais razoável para a prevenção da doença".

O religioso destacou que as informações falsas são empecilhos na luta contra o coronavírus. “Infelizmente, cada vez mais constatamos como vivemos em um mundo de fortes contrastes ideológicos. Muitas vezes nos deixamos influenciar pela ideologia do momento, geralmente baseada em notícias sem fundamento ou em fatos pouco documentados", disse.

Vale lembrar que essa não foi a primeira vez que o pontífice argentino se posicionou a favor das campanhas de vacinação contra a covid-19. Novamente, Francisco pediu "que as regras dos monopólios não constituam mais obstáculos à produção e a um acesso organizado e coerente aos tratamentos a nível mundial".

CANCELAMENTO

Outro tema que veio à tona no discurso do Papa Francisco foi a ‘cultura do cancelamento’. O líder religioso afirmou que esse sistema cria um “perigoso pensamento unilateral” e anula “qualquer senso de identidade”.

"As agendas são cada vez mais ditadas por uma mentalidade que rejeita os fundamentos naturais da humanidade e as raízes culturais que constituem a identidade de muitos povos (...) Considero isso uma forma de colonização ideológica, que não deixa espaço para a liberdade de expressão e agora se dá na forma de uma ‘cultura de cancelamento’ invadindo muitos círculos e instituições públicas", declarou o Papa.