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Entenda a relação entre as dietas restritivas e o risco de compulsão alimentar

Dietas restritivas podem contribuir, e muito, para o desenvolvimento de transtornos alimentares

*Dra. Thais Mussi, colunista de AnaMaria Digital Publicado em 08/09/2022, às 08h20

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Dietas restritivas e o risco de compulsão alimentar estão relacionados. - Artem Labunsky/Unsplash
Dietas restritivas e o risco de compulsão alimentar estão relacionados. - Artem Labunsky/Unsplash

Parece totalmente contraproducente, certo? Uma dieta restritiva que pode trazer resultados tão complexos quanto uma compulsão alimentar em vez dos resultados desejados, como perder peso, melhorar a estética do próprio corpo, se encaixar num padrão, entre outras questões.

Mas é bem no quesito “restritivo” que devemos focar, além das situações envolvendo o uso indiscriminado de dietas sem o devido acompanhamento profissional de médicos e nutricionistas. A verdade é que já faz um tempo que pesquisas científicas têm apontado isso: dietas restritivas podem contribuir, e muito, para o desenvolvimento de transtornos alimentares.

Em especial a compulsão alimentar, condição em que a pessoa passa por, pelo menos, dois dias de sua semana se alimentando de maneira descontrolada em relação à quantidade, para depois sentir muita culpa pelo que consumiu, podendo inclusive partir para outros tipos de transtornos alimentares, como a bulimia.

E tudo fica ainda mais complexo quando compreendemos que muitas das pesquisas da área indicam que as chances do desenvolvimento de uma compulsão alimentar são mais fortes entre as mulheres do que os homens, nos fazendo questionar se:

  • Ações do tipo são feitas por saúde ou pressão estética?
  • Não existem outras formas de garantir uma vida saudável sem a necessidade de uma dieta restritiva?

Para o primeiro questionamento tenho apenas pequenas concepções, considerando que cada vez mais se discute esse tema, tornando-o relevante para, quem sabe, ampliar as pesquisas e ações na área. Para o segundo questionamento, porém, tenho respostas, e elas não são tão complexas quanto podem parecer!

NÃO TÃO RESTRITIVA

Primeiro de tudo, é super possível consquistar uma vida saudável, que garanta o alcance de certos objetivos, sem a necessidade de manter uma dieta restritiva. E isso pode ser feito com:

  1. Alimentação balanceada, passando inclusive pelo processo de reeducação alimentar para melhorar a relação de uma pessoa com a comida que consome.
  2. Prática regular de atividades físicas, que podem ser de diversos tipos e intensidades, visando principalmente maior qualidade de vida.
  3. Foco na saúde física e mental, já que as dietas restritivas e a compulsão alimentar podem desencadear muitas condições de saúde que irão necessitar de tratamento.

Segundo, essas ações podem ser realizadas com passos simples, como:

  1. Buscar um médico para avaliar sua saúde física e mental.
  2. Ter acesso a um nutricionista para te ajudar no processo de se alimentar de uma maneira saudável de verdade.
  3. Manter o acompanhamento com um Endocrinologista para que possa obter direcionamentos reais a respeito de um emagrecimento saudável e efetivo de verdade.

O que posso informar por aqui, e com certeza, é que dietas que restringem demais a sua alimentação, como as que eliminam carboidratos, sólidos ou adicionam longos períodos de jejum podem, sim, comprometer a sua saúde física e mental, além de contribuir para o desenvolvimento de um transtorno alimentar.

Então, para evitar isso, busque opções seguras, como as que já citei por aqui. Assim você irá alcançar os seus objetivos mantendo em dia a sua saúde!

*DRA. THAIS MUSSI (CRM 118942-SP e 27542-PR- RQE 373) é endocrinologista e metabologista pela SBEM, além de especialista em Nutrologia pela ABRAN Medicina do estilo vida – CBMEV. Instagram: @drathaismussi; Podcast: Não leve a mal, é hormonal

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