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Dinheiro / Moeda

Você no azul: procure cumprir com o acordo da dívida

Cumpra o acordo da dívida e fique no azul mais rápido

Da Redação Publicado em 30/06/2019, às 17h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h47

Na hora da renegociação, é muito importante que você saiba exatamente as suas condições financeiras - Banco de Imagem/Getty Images
Na hora da renegociação, é muito importante que você saiba exatamente as suas condições financeiras - Banco de Imagem/Getty Images

“Estou endividada e renegociei algumas das dívidas. O que acontece se eu não conseguir arcar com as parcelas acordadas?” M. R., por e-mail

Quando você renegocia uma dívida atrasada é como se assumisse um novo compromisso com o credor e, portanto, se deixar de pagar o que foi combinado no acordo, estará novamente em situação de inadimplência. 

Isso significa que, ao renegociar a pendência e pagar a primeira parcela, se seu nome estava sujo, ele deve ter sido retirado dos cadastros de devedores. No entanto, caso volte a atrasar o pagamento das parcelas, o credor pode, sim, incluir seu nome nas listas de negativados novamente. 

Por esse motivo, na hora da renegociação, é muito importante que você saiba exatamente as suas condições financeiras. Faça todas as contas em casa e descubra qual é a sua renda total, quais são seus gastos mensais, quanto você está devendo, se tem algum dinheiro guardado e qual parcela da sua renda você pode comprometer com o pagamento da dívida. 

Com essas informações, procure o credor já sabendo exatamente o quanto você pode pagar, seja à vista ou em parcelas mensais. No caso do pagamento à vista, é possível, inclusive, barganhar um desconto. 

Fique atenta a isso. Fazer essa preparação antes da negociação é essencial, já que, tendo estudado e definido todos esses pontos antes de procurar o credor, você consegue definir a proposta ideal para você. Detalhe: mesmo que você precise esperar uma contraproposta, só a aceite caso tenha real condição de pagamento. 

Aproveite também esse momento para tirar todas as dúvidas em relação às condições do novo acordo, como o pagamento de juros e demais encargos. Dessa forma, você evitará assumir mais um compromisso que não terá condições de pagar depois.

MARCELA KAWAUTI aprendeu economia na graduação da Universidade de São Paulo e no mestrado da Fundação Getúlio Vargas, além de ter mais de dez anos de experiência. É economista-chefe do SPC Brasil e colaboradora do portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz.