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Atriz, roteirista e escritora, Suzana Pires fala sobre multifunções: "Seguir fazendo cada vez melhor"

Suzana Pires abriu o jogo sobre carreira, família e projetos em entrevista à AnaMaria

Karla Precioso Publicado em 18/06/2022, às 08h00

Famosa lançou o livro 'Dona de Si' recentemente - Edu Rodrigues/Divulgação
Famosa lançou o livro 'Dona de Si' recentemente - Edu Rodrigues/Divulgação

Suzana Pires é formada em Filosofia e começou sua trajetória no seriado 'As Pegadoras'. Em 2008, foi convidada pela Globo a integrar o quadro de autores-criadores, passando pelo 'Vídeo Show' e 'Os Caras de Pau'. Chegou à dramaturgia diária em 2010, ao lado de Walther Negrão, com quem escreveu 'Flor do Caribe'.

O currículo é extenso. Assinou em parceria a minissérie 'Dama da Noite' e a novela 'Sol Nascente'. Atuou em 'Bom Sucesso', 'A Regra do Jogo', 'Fina Estampa', 'Gabriela', 'Araguaia', 'Caras e Bocas', no filme 'A Grande Vitória' e nos seriados 'A Grande Família', 'Minha Nada Mole Vida', 'A Diarista', 'Faça Sua História' e 'Força- Tarefa'.

Idealizou e fundou o Instituto Dona de Si, um alavancador de talentos femininos, cujo objetivo é aumentar o número de mulheres líderes em todos os setores da economia: “Acredito que cada mulher precisa construir novas crenças, modificando ações e se tornando empreendedora de si mesma”.

No último Dia Internacional da Mulher, Suzana decidiu dividir todas essas experiências através do livro 'Dona de Si', pela Editora DVS: “Não é biográfico, é a explanação do método aplicado na aceleração de mulheres do instituto. É uma obra que aplaca três dores: a sobrecarga, a opressão diária que vivemos e a solidão. Então, vai fazer a mulherada voar”, fala orgulhosa. Suzana é inspirada e inspiradora. Confira a entrevista completa!

Como uma boa geminiana, ser atriz, roteirista e escritora é realmente um dom para a comunicação?
Nossa, uma loucura, né? E confesso que faço tudo com tranquilidade e leveza. Bem geminiana mesmo!

Sabemos que você é impecável nas três habilidades, mas com qual delas você mais se identifica no momento?
A atriz é a líder. É com a energia da mulher que entra em cena que faço tudo, porque a minha atriz tem uma liberdade imensa, uma ousadia, uma falta de pudor, que trago para tudo que faço. Acho que, por isso, sempre que escuto ‘você está louca’ é quando terei mais sucesso [risos].

Em 2016, você foi uma das titulares de ‘Sol Nascente’, junto com Júlio Fischer e Walther Negrão. Como foi essa experiência na sua vida? De onde vinham as inspirações para cada personagem?
A novela ‘Sol Nascente’ foi uma experiência maravilhosa em termos profissionais, de muito crescimento e responsabilidade. Mas, em termos pessoais, o custo emocional foi alto. Numa mesma semana, o Negrão foi internado com AVC e meu pai foi diagnosticado com câncer. Ou seja, eu estava vivendo a melhor e a pior fase da minha vida. As personagens foram criadas por nós três. Nós nos complementávamos muito na criação.

Em que mais Suzana Pires gostaria de se especializar?
Mais nada. Está bom já. Agora é seguir fazendo o que já faço cada vez melhor.

Em entrevistas anteriores você sempre afirmou que sua vida profissional era sua prioridade. Você já foi cobrada por não ter filhos? Como é essa questão para você? Só me senti cobrada em entrevista [risos]. Nada contra sua pergunta, mas só vocês me perguntam isso. Acho normal, é uma curiosidade para o público e me dá a chance de dizer para a leitora da revista que, se ela não quiser ter filhos, isso não é um problema. Essa questão na minha vida nunca foi prioridade e há dez anos eu decidi que não teria filhos, e ok. Estou muito de boa com essa decisão.

Você é criadora do Instituto Dona de Si, um porta-voz da luta feminina por igualdade na sociedade e no mercado de trabalho. Como surgiu a ideia de dar esse espaço tão importante às mulheres? Por meio da minha própria dificuldade em alcançar lugares de poder como líder de equipes. Se o meu caminho [de uma mulher branca, de classe média alta e famosa] era difícil, imagina o de outras mulheres? Foi esse o ponto que me motivou. Aí, como uma boa filósofa, fiz uma pesquisa com 1 mil mulheres para mapear as principais dores [sobrecarga, opressão e solidão] que nos atingem para a construção de uma trajetória própria. Com o resultado, ergui o instituto para aplacar tais dores.

Quando você se descobriu uma criadora de conteúdo com empoderamento feminino?
Desde a primeira linha que escrevi.

Atualmente, como o instituto atende tantas mulheres pelo Brasil?
Funcionamos on-line e presencial no Rio de Janeiro e para todo o país. Vem dando certo, mas meu sonho é ter “filiais” nas principais capitais.

Quando você para e olha para trás, qual é a sensação em poder ajudar essas mulheres que, até há algum tempo, não tinham espaço e voz na sociedade?
Eu choro muito. Agradeço a cada uma delas a confiança em embarcar nessa comigo. Me emociono demais mesmo.

Em algum momento, você levou experiências pessoais para escrever os artigos e ajudar a autoestima delas?
Sim, sempre foi a partir de experiências pessoais. Só cuidei para não revelar identidades, mas o contexto, as questões vividas são sempre da vida real.

Quais foram as suas maiores inspirações para escrever o livro Dona de Si? Existe um público feminino específico que você quer alcançar?
Minha maior inspiração são sempre as mulheres aceleradas pelo Instituto Dona de Si. A nossa média de atendimento é, em geral, de mulheres das classes B, C e D, entre 30 e 60 anos, brancas e negras. São mais mulheres assim que quero atingir. É a coisa mais linda ver a transformação de todas elas. Hoje, os holofotes não são só para mim: carrego as mulheres comigo. Posso afirmar com segurança que a união feminina é uma ação real dentro da minha vida.

E a principal mensagem que você gostaria de deixar com a obra?
A mensagem de que ninguém segura uma mulher quando ela gosta de si mesma e se coloca em primeiro lugar.

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