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Famosos / RACISMO RECREATIVO

BBB 23: O que é racismo recreativo? Acusação pode levar Bruna Griphao à expulsão

Segundo advogado, as falas de Bruna Griphao sobre Sarah podem ser consideradas 'racismo recreativo'

Redação Publicado em 06/04/2023, às 14h34 - Atualizado às 16h22

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Cantando, Bruna Griphao polemizou com a frase "come uma banana" - TV Globo
Cantando, Bruna Griphao polemizou com a frase "come uma banana" - TV Globo

Desde o início do BBB 23, o debate sobre racismo esteve em alta. Desta vez, o tema ressurgiu com falas de Bruna Griphao contra Sarah Aline. A atriz teria feito rimas preconceituosas, e advogados dizem que a loira cometeu 'racismo recreativo' e tal ação pode levar a famosa à expulsão. Mas o que é racismo recreativo? 

O racismo recreativo se manifesta em meio a "piadas" e "brincadeiras" que, apesar de parecerem inofensivas em um meio, possuem um cunho racial em que associa características, físicas e culturais, das pessoas negras ou indígenas como algo inferior ou desagradável.

O QUE ACONTECEU?

Bruna e Sarah estão protagonizando embates frequentes dentro da casa. A loira acusa a amada de Ricardo de ter um “jogo confortável” no BBB 23, e fez um de seus raps provocando os adversários. No entanto, o verso “come uma banana” gerou polêmica nas redes sociais, e internautas apontaram racismo.

Durante o Jogo da Discórdia, Sarah e Bruna Griphao discutiram sobre jogo. “Você é uma pessoa baixa”, disse a atriz. “Eu não sou uma pessoa baixa, talvez se eu falasse como você, eu seria baixa”, rebateu a psicóloga. A loira ainda disse que a morena estava confortável na casa.

Antes da dinâmica, ela fez um rap alfinetando a rival: "Aqui, se você tá confortável, come uma banana. Quando tá desconfortável todo mundo espana". Amanda, que estava com ela, riu da indireta.

O QUE DIZEM OS ADVOGADOS

O público, que assimilou a fala com o fato de Sarah ser negra, não gostou da fala de Bruna - e nem os advogados. Em entrevista ao Splash, o profissional da lei e presidente da Associação Nacional de Advocacia Negra (ANAN) Estevão Silva afirmou que as falas de Bruna podem ser qualificadas como racismo recreativo.

O termo começou a ser considerado um crime a partir de 13 de janeiro, quando o presidente Lula sancionou a Lei 14.532. Caso a prática ocorra, a pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. ALém disso, é proibida a frequência a locais destinados a práticas esportivas, artísticas ou culturais destinadas ao público por três anos, conforme o caso.

Ele utiliza do termo 'inaceitável' para se referir ao comportamento de Bruna: "Há muito tempo o movimento negro vem defendendo a criminalização das falas racistas, mesmo que em caráter de brincadeira, porque brincadeiras também ofendem e machucam, sendo assim não é um assunto novo em debate". 

EXPULSÃO?

Para Estevão, a Globo não pode se omitir sobre o caso. Caso o faça, pode ser responsabilizada na Justiça. A emissora escolheu não transmitir as falas durante a edição, nem comentou sobre.  

"A emissora Globo pode ser responder objetivamente, independente da culpa, pelos crimes ocorridos nas dependências de seu estabelecimento. Ao não se posicionar, punir os autores, a rede Globo assume ainda mais uma posição de partícipe no crime", pontuou.

POSICIONAMENTO DE BRUNA

Kakau Orphao, pai da artista, usou as redes sociais para publicar um comunicado judicial alegando a inocência da filha e a manipulação das informações. "As frases pronunciadas pela participante Bruna Griphao na segunda-feira, dia 03/04, deixaram claro tratar-se de rimas, sendo certo que foram ditas sem conotação racista e muito menos apontando a qualquer um dos jogadores do reality. Distante de qualquer ofensa discriminatória. Não há qualquer crime nas palavras ditas por Bruna Griphao", afirmou. 

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