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Diretora de ‘Pacto Brutal’ revela como foi desenterrar a morte de Daniella Perez

Tatiana Issa, diretora de ‘Pacto Brutal’, revela a emoção de gravar o documentário

Da Redação Publicado em 17/08/2022, às 12h24

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Tatiana Issa é a responsável por 'Pacto Brutal' e revela que conheceu Daniella Perez - Instagram/@tatiana_issa_
Tatiana Issa é a responsável por 'Pacto Brutal' e revela que conheceu Daniella Perez - Instagram/@tatiana_issa_

O assassinato da atriz global Daniella Perez chocou o país em 1992, e reverberou de tal forma que até mesmo o código penal brasileiro foi alterado depois do crime. Desenterrar essa história - que mais do que uma morte, narra a luta de uma mãe - não foi uma tarefa nada fácil, segundo a diretora Tatiana Issa, responsável pela série documental ‘Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez’, do HBO Max. 

“Entramos em um mergulho profundo no mundo da Daniela. É muito dolorido, porque vimos a Dani bebê, criança, adolescente e depois as fotos da perícia, do corpo dela. E vimos muita coisa pior, fotos terríveis, cruéis que decidimos não colocar no documentário. Foi muito duro mesmo”, revelou a artista em entrevista ao portal Universa, do UOL.

Na época da tragédia, Tatiana tinha 18 anos e trabalhava como atriz. Ela interpretava Yeda, da novela ‘Deus nos acuda’, e contracenava com o marido de Daniella, Raul Gazolla. A então atriz também era próxima da diretora da peça em que a vítima fazia parte e amiga de uma prima de Perez. Assim, Tatiana compareceu ao velório da jovem atriz e nunca tirou a história da cabeça.

“Uma noite sonhei com a Dani e resolvi falar com a Glória, mesmo achando que alguém já devia estar fazendo ou que já tivesse um documentário pronto para os 30 anos da morte dela. Mandei um email meia-noite e meia e disse: "Glória, você está fazendo algo, existe a ideia de fazer? Ou não quer fazer porque o assunto é muito delicado? Se for isso respeitarei, mas se você quiser estou disposta”, contou ela na entrevista. 

Glória Perez, escritora de grandes novelas da TV Globo e também mãe de Daniella, topou na hora. Em um depoimento de 20 horas, Glória emocionou todas as pessoas que estavam no estúdio enquanto falava: “Era muita dor, muita emoção. [...] Cada hora um chorava, o técnico de som, o câmera. A gente parava, tomava um café e voltava. A Glória nos deu todo o arquivo dela. Colocou tudo à disposição”, disse a diretora.

O PAPEL FEMININO NA SOLUÇÃO DO CASO

Tatiana Issa também abordou na entrevista, a força de Glória Perez e o papel das mulheres para a resolução do caso: “Eu acho que a série, mais do que ser sobre um crime, é sobre a força das mulheres. Foram as mulheres que conseguiram fazer a história caminhar”, começou.

“É a mãe que vai atrás da verdade, é a Elba Boechat, uma jornalista, que vai atrás e publica uma reportagem, são as Mães de Acari, a escrivã Suely Gusso, que peitou o delegado do caso, a Jocélia Brandão [mãe de da menina Miriam, também assassinada em 92, que lutou junto com Glória]. E quem resolve trazer essa história a tona sou eu, uma mulher”, refletiu Tatiana.

Por fim, ela conclui seu raciocínio após ver a história de perto: “Você vê a força feminina do início ao fim dessa história, são os homens tentando deixar "para lá", não se comprometer e as mulheres falando "não, não, temos que resolver!".

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