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Políticos lamentam a morte de Sérgio Paulo Rouanet, que deu nome à Lei de Incentivo à Cultura

Sérgio Paulo Rouanet também ganhará uma homenagem da Academia Brasileira de Letras

Da Redação Publicado em 03/07/2022, às 17h57

Jornalistas também falaram sobre a contribuição de Sérgio Paulo Rouanet à cultura brasileira - Reprodução/Instagram
Jornalistas também falaram sobre a contribuição de Sérgio Paulo Rouanet à cultura brasileira - Reprodução/Instagram

A notícia de que Sérgio Paulo Rouanet, criador da Lei de Incentivo à Cultura, morreu por consequências da Doença de Parkinson foi confirmada, neste domingo (3). Desde então, políticos e instituições se pronunciaram sobre esta grande perda para a cultura brasileira.

O líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues (REDE), foi um deles. O senador escreveu: “Recebemos a triste notícia da partida do grande Sérgio Paulo Rouanet. Ele dedicou sua vida à luta pelos direitos humanos, pela cultura, por todos aqueles que são gravemente atingidos pela desigualdade. Foi e sempre será um exemplo! Meus sentimentos à família”.

Do outro lado do espectro político, o ex-governador de São Paulo, João Dória, escreveu: “A cultura brasileira chora a morte de Sérgio Rouanet, ex-ministro, diplomata, autor da lei que beneficia a cultura no país. Minha solidariedade aos familiares e amigos, em especial à Bárbara, sua esposa”.

Já o deputado federal Bohn Gass (PT) lamentou a morte do intelectual e ainda relembrou a críticas de Jair Bolsonaro (PL) à lei desenvolvida por Sérgio: “Morreu, hoje, no Rio, o ex-ministro da Cultura Sérgio Paulo Rouanet, autor da Lei de Incentivo à Cultura no Brasil [Lei Rouanet], um dos alvos preferidos das calúnias do bolsonarismo tosco, desonesto e ignorante. Obrigado, Rouanet, por sua contribuição à cultura brasileira”.

No jornalismo também houveram homenagens à ele. Leonardo Attuch, membro da Comissão de Liberdade de Imprensa e Direitos Humanos da Associação Brasileira de Imprensa, lamentou o falecimento de Sérgio. E o professor Juremir Machado da Silva falou sobre a oportunidade de dialogar com o intelectual.

A Academia Brasileira de Letras (ABL), onde Sérgio ocupava a 13ª cadeira, também prestará homenagem ao diplomata. Na próxima quinta-feira (7), a ABL fará uma Sessão da Saudade em sua memória.

FALECIMENTO

Sérgio Paulo Rouanet, criador da Lei de Incentivo à Cultura de mesmo nome, faleceu neste domingo (3), aos 88 anos, em decorrência da Doença de Parkinson.

Diplomata, professor, filósofo, ensaísta e antropólogo, ele foi Secretário de Cultura da Presidência da República do Brasil, entre 1991 e 1992, período no qual criou a Lei Rouanet (Lei 8.313/91), principal mecanismo de fomento à cultura do país, e estabeleceu o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

Rouanet também ocupava a cadeira nº 13 da Academia Brasileira de Letras (ABL) e a cadeira nº 34 da Academia Brasileira de Filosofia (AFL). Ele se destacou pela tradução ao português das obras do filósofo alemão Walter Benjamin.

A notícia da morte do intelectual foi confirmada pelo Instituto Rouanet, fundado em 2020 por Sérgio e sua esposa, a escritora Bárbara Freitag, cujo objetivo é valorizar a emancipação humana por meio da cultura e da educação.  

Nas redes sociais, o Instituto escreveu: “É com muito pesar e muita tristeza que informamos o falecimento do Embaixador e intelectual Sérgio Paulo Rouanet, hoje pela manhã do dia 3 de julho. Rouanet batalhava contra o Parkinson’s, mas se dedicou até o final da vida à defesa da cultura, da liberdade de expressão, da razão, e dos direitos humanos. O Instituto carregará e ampliará seu grande legado para futuras gerações”.

Confira o comunicado:

CARREIRA

Sérgio Paulo Rouanet se formou em Ciências Jurídicas e Sociais na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e se especializou em Economia, Filosofia e Ciências Políticas.

Ele foi docente na Universidade de Brasília (UnB), no Instituto Rio Branco e na Universidade de Oxford (Inglaterra).

Além disso, ele passou por embaixadas, delegações e consultados do Brasil em diversas cidades do mundo, como Nova Iorque, Genebra e Berlim.

No jornalismo, atuou no ‘Jornal do Brasil’, publicando artigos na coluna ‘Eles pensaram por nós', incluso no suplemento literário da edição carioca.

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