AnaMaria
Coronavírus / Estratégias

China pede para população estocar comida diante de nova onda de Covid-19

Com número de infecções relativamente baixo, país adota estratégia severa e tolerância zero quanto ao coronavírus

Da Redação Publicado em 03/11/2021, às 09h34 - Atualizado às 09h35

China registrou 92 casos de covid na última segunda-feira (1º) - Unsplash
China registrou 92 casos de covid na última segunda-feira (1º) - Unsplash

A China pediu para que a população estoque comida e suprimentos de necessidades diárias e emergenciais, na última segunda-feira (1º). Diante do surgimento de novos casos de covid-19 no país e para conter uma nova onda, o governo também solicitou que as autoridades garantam o abastecimento adequado de alimentos. 

O aviso publicado no site do Ministério do Comércio não revela se existe a possibilidade de uma escassez de alimentos ou se as orientações são motivadas por temores de que as medidas contra o coronavírus possam interromper o transporte de carga e, consequentemente, o abastecimento ou levar os cidadãos em lockdown a enfrentarem a falta de alimentos.

Vale lembrar que o pedido do governo chinês acontece diante do aumento do preço dos vegetais causado pelas chuvas fortes e pelas tensões diplomáticas com Taiwan. 

Assim que o comunicado governamental foi publicado, cidadãos correram para estocar arroz, óleo de cozinha e sal. A imprensa local também listou itens recomendados para estocar, tais como biscoitos, macarrão instantâneo, vitaminas e lanternas. 

De acordo com o jornal Economic Daily, o objetivo do governo é garantir que os cidadãos não sejam pegos de surpresa se houver um lockdown em sua região. 

Vale lembrar que a China enfrenta a pandemia de covid-19 com medidas severas e de tolerância zero, mesmo com o número de infecções relativamente baixos. O país registrou 92 novos casos da doença na última segunda-feira (1º), o maior patamar desde meados de setembro.

As medidas sanitárias incluem o fechamento de fronteiras, lockdowns pontuais, longos períodos de quarentena, aumento de testes e pedidos para adiar reuniões sociais.

Uma das preocupações chinesas são as Olimpíadas de Inverno, que acontecerá na capital Pequim e está prevista para iniciar no próximo dia 4 de fevereiro.