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Os pais devem ajudar os filhos escolherem a profissão? Especialista responde

Especialista revela se pais devem ajudar os filhos a escolherem a profissão

Da Redação Publicado em 01/02/2020, às 14h00

É natural que os pais queiram ajudar ativamente os filhos nas escolhas, mas existem alguns cuidados que devem ser tomados - Banco de Imagem/Getty Images
É natural que os pais queiram ajudar ativamente os filhos nas escolhas, mas existem alguns cuidados que devem ser tomados - Banco de Imagem/Getty Images

“Meu filho está muito indeciso ainda com relação à sua carreira. Será que posso ajudá-lo a tomar a melhor decisão?” S. M., por e-mail. 

A adolescência enseja diversas mudanças: alterações corporais, autoafirmação, anseios da vida adulta e, claro, escolha profissional. Tão difícil quanto é para os adolescentes, é também para os pais que, invariavelmente, participam desse processo decisório

As opções de carreira são diversas, especialmente com o avanço da tecnologia e mídias sociais. Há menos de dez anos seria difícil imaginar que uma carreira de jogador profissional de videogame, por exemplo, seria uma profissão aceitável. 

É natural que os pais queiram ajudar ativamente os filhos nas escolhas, mas existem alguns cuidados que devem ser tomados. Talvez, o mais difícil de todos é evitar dizer diretamente o que o filho deve escolher. O ideal é dialogar amplamente. 

É possível que ele opte por profissões que você nem sabia que existia ou por uma carreira mais tradicional, como medicina, direito ou administração. Em quaisquer das situações, estude o tema, pesquise com ele. 

Ao mesmo tempo, você deve incentivá-lo a fazer o mesmo. Ele pode entrar em contato com um profissional da área, conversar, escutar quais sãos os prós e contras daquela carreira na visão de alguém mais experiente. 

Cada vez mais jovens optam por carreiras que, em suas percepções, estão alinhadas com o que acreditam. A título de informação, atualmente o Brasil tem milhares de pessoas afastadas do trabalho por depressão ou transtorno de ansiedade. 

Dentre as diversas causas, uma delas é a constatação da ausência de sentido do trabalho, ou seja, trabalha-se porque precisa e não porque as atividades carregam algum valor pessoal. 

Claro que pagar contas é importante, mas, seguramente, isso é mais prazeroso quando as recompensas vêm por um caminho que carrega significado pessoal. 

RAFAEL RODRIGUES é psicoterapeuta, analista junguiano, palestrante corporativo e fundador da Solução Ativa (@ solucaoativa). Autor do livro Pessoal e Profissional: A Distinção Que a Vida Não Faz (Ed. Livronovo). Site: http:// www.solucaoativa.com.br/