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Você sabia que o hipotireoidismo também acomete as crianças?

Entenda como o hipotireoidismo pode acometer as crianças

Da Redação Publicado em 31/12/2019, às 20h00

O melhor método diagnóstico é o rastreamento neonatal universal e do teste do pezinho - Banco de Imagem/Getty Images
O melhor método diagnóstico é o rastreamento neonatal universal e do teste do pezinho - Banco de Imagem/Getty Images

“Criança também tem problema da tireoide? Como lidar com isso?” B. M., por e-mail. 

Sim, e desde o nascimento! Inclusive, o hipotireoidismo congênito (HC), que acomete o recém-nascido, é uma das causas mais comuns de retardo mental prevenível. Quando os bebês não secretam bem os hormônios tireoidianos, eles têm hipotireoidismo congênito. 

Como a transferência materna de hormônios tireoidianos mantém em até 50% os valores normais dos hormônios tireoidianos do feto, a maioria dos recém-nascidos não apresentam manifestações clínicas evidentes ao nascimento. 

Elas ficam mais evidentes após a quarta semana de vida. Entre as manifestações clínicas estão a macroglossia (língua grande), choro rouco, pele seca e fria, bócio (aumento da tireóide), icterícia prolongada (cor amarelada na pele por mais de sete dias), sucção deficiente e dificuldade alimentar.

O melhor método diagnóstico é o rastreamento neonatal universal e gratuito do teste de triagem neonatal (teste do pezinho). É muito importante que o resultado seja liberado rapidamente para que se inicie o tratamento o mais rápido possível (o tratamento deve ser iniciado idealmente antes da segunda semana de vida, mas, infelizmente, muitas vezes, o resultado do teste de triagem chega a levar meses para sair). 

O prognóstico do HC depende da gravidade, rapidez no tratamento e dose inicial da medicação. O hipotireoidismo também acomete uma em cada 500 crianças em idade escolar e é mais comum em meninas. 

Entre as doenças endócrinas, o hipotireoidismo adquirido é a endocrinopatia mais comum. Na maioria das vezes, a doença pode ser causada por uma inflamação denominada Tireoidite de Hashimoto, uma disfunção autoimune em que o sistema imune ataca as células da tireoide.

FERNANDA ANDRÉ é endocrinologista pediátrica. Mestre em endocrinologia e especialização em endocrinologia pediátrica pela UFRJ. Título de especialista em endocrinologia pediátrica pela Associação Médica Brasileira (AMB).

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