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6 filmes imperdíveis para assistir no mês do Orgulho LGBT

Confira 6 filmes para assistir no mês do Orgulho LGBT

Naty Falla Publicado em 17/06/2019, às 13h24 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h47

Filmes LGBT - Divulgação
Filmes LGBT - Divulgação

Junho é o mês do Orgulho LGBT. Comemorado internacionalmente no dia 28, a data tem como principal objetivo conscientizar a todos sobre a importância de combater a homofobia.

A ideia também é construir uma sociedade igualitária, independente do gênero sexual. 

O Supremo Tribunal Federal, inclusive, aprovou a criminalização da homofobia no Brasil no último 14 de julho.

Por tudo isso, AnaMaria separou uma lista com seis filmes imperdíveis para curtir e debater o tema com os amigos e a família.

1. Laerte-se (2017)
Imagem: 
Divulgação/Netflix

Em 2017, o Brasil produziu o seu primeiro documentário na Netflix para contar a história da cartunista Laerte, que aos 58 anos de idade (em 2009) assumiu a sua transgeneridade. 

Em uma entrevista ao Pedro Bial, exibida no programa ‘Conversa com Bial’, Laerte falou sobre como foi se assumir. "Quando resolvi viver minha sexualidade, a questão do gênero veio como brinde. O gênero é vivido de muitas formas”. 

Laerte deixa claro, no decorrer do documentário, que não se importa com as aplicações de gênero atribuídos a ele: “ele ou ela, tanto faz“. O importante é manter o respeito.

2. Tomboy (2012)
Imagem: Divulgação

Na história deste longa-metragem francês, Laurie é uma menina tímida de dez anos e se vê tendo que iniciar uma nova fase quando se muda para a cidade de Paris. Para conseguir socializar melhor e ter mais amigos, ela decide fingir que é um menino: Mikael, com cabelos curtos e roupas largas.  

O segredo é mantido com a ajuda de sua irmã, Jenna, e ninguém desconfia da sexualidade do menino, já que ele joga bola “como um garoto”. Com isso se aproxima de Lisa, que se torna logo uma amiga, que a faz sentir uma atração e questionar sobre a sua identidade. 

A história aborda um tema que aflige diversas crianças que, quando são afetadas com isso, acabam deixando a escola, ficando socialmente isoladas e levando as consequências para toda a vida. 

3. Carol (2015)

Imagem: 
Divulgação

Se ser LGBT já não é fácil em 2019, imagine em 1950. Viventes de uma sociedade que considerava a homossexualidade uma doença, a destemida Carol e a atendente Therese precisam reprimir os seus sentimentos devido ao preconceito. 

Casada com um homem difícil e possessivo, Carol decide dar início ao processo de separação do marido. O fato de ser homossexual nessa época, faz com que a briga judicial seja acentuada e ela acaba sendo acusada de desvio de comportamento.

O filme trata o romance de uma forma sutil e as fases são de acordo com os sentimentos de ambas. No começo, somos apresentados a uma trama mais lenta, mas logo vemos uma química forte nas duas que nos faz querer ver o filme até o fim. 

4. AnaVitoria (2018)

Imagem: Divulgação

Quem pensava que a dupla era apenas voltada ao cenário musical, se enganou. A trama aborda a bissexualidade e o amor livre que, por mais que sejam assuntos discutidos atualmente, chocaram os pais das atrizes e cantoras. 

“Foi um choque para eles, pois o filme aborda muito esses temas, algo que é comum para nós na nossa época, mas não para eles”, explicou Ana em entrevista ao programa ‘Luciana By Night’, da RedeTV!. 

O trama é uma ótima pedida para quem quer se sentir tocado com a história de Ana e Vitoria. Além do amor, o papel é explicar o sentimento das gerações mais novas, focando nos tempos “líquidos” e como as coisas se tornaram mais fáceis e sem “encanto”, como por exemplo marcar encontros por aplicativos.

5. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014)

Imagem: 
Divulgação

Tudo começou com um longa-metragem chamado “Eu não quero voltar sozinho” (2010) que, ao fazer sucesso com o público, virou um filme. A trama aborda um duplo tabu, visto pela sociedade: homossexualidade e deficiência visual. 

Leonardo vê a sua vida mudar completamente quando um novo aluno (Gabriel) entra no colégio e desperta a atenção dele e de sua melhor amiga, Giovana. O trio logo vira inseparável e, como em qualquer triângulo amoroso, o ciúme se torna um tema em questão. Em busca da independência, Leo acaba descobrindo a sua sexualidade ao se apaixonar por Gabriel. 

Em um filme que retrata os temas de forma simples, vemos o dia a dia do personagem e como as coisas fluem. Não é um cego gay tendo uma crise, é um adolescente que está em busca de se conhecer e entender melhor o que quer da vida, como acontece com todos. Além da autodescoberta, o roteiro foca  na autoafirmação e faz questão de retratar um amor natural e otimista.  

6. Meu Passado me Condena (1961)

Imagem: 
Divulgação

Esse é para quem gosta de clássicos. Melville Farr é casado com uma mulher e vive a sua rotina de forma comum. No entanto, guarda um segredo: ele é gay. Após um encontro com o seu amante dentro de um carro que resulta em diversas fotos, o advogado se vê chantageado e a sua vida vira do avesso.

Com isso, Melville, que está prestes a se tornar um juiz, arrisca a carreira e o casamento para confrontar uma rede de chantagem contra homossexuais. 

Aqui, o que mais impressiona é a ousadia do diretor inglês Basil Dearden, que escolheu fazer o filme em uma época que a homossexualidade era crime na Grã-Bretanha, algo equiparável a um assalto com violência e resultava em cadeia. 
Não só chocou o Reino Unido, como o filme chegou até a ser vetado nos EUA.