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Alunos protestam contra volta escolar de adolescente que matou Isabele Guimarães

Tiro que matou Isabele Guimarães partiu da melhor amiga, em condomínio de luxo em Cuiabá

Da Redação Publicado em 26/07/2022, às 15h53

Isabele Guimarães (à esquerda) tinha 14 anos quando levou um tiro no rosto na casa da melhor amiga em Cuiabá - Instagram/@patiguiramos_
Isabele Guimarães (à esquerda) tinha 14 anos quando levou um tiro no rosto na casa da melhor amiga em Cuiabá - Instagram/@patiguiramos_

A volta às aulas no Colégio Maxi, em Cuiabá, capital do Mato Grosso, foi marcada por protestos e indignação com o possível retorno à escola da adolescente responsável pela morte de Isabele Guimarães, em 12 de Julho de 2020. O crime aconteceu na mansão da família Cestari no condomínio Alphaville.

Segurando cartazes com frases como “Lugar de assassina é na cadeia, não na escola”, os alunos do colégio criaram um abaixo-assinado contra o retorno da menor que atirou à queima roupa no rosto de Isabele, que, como ela, tinha 14 anos.

“A menor assassina da Isabele Guimarães está tentando voltar para o Colegio Maxi, local onde estudam diversas pessoas que eram amigas da Bel. Pela segurança e pela saúde mental de todos aqueles que estudam no Maxi, peço para que assinem esse abaixo-assinado para provarmos que não é seguro estar no mesmo ambiente que ela”, descreve-se o abaixo-assinado intitulado de “Justiça por Bele”.

O link já conta com mais de 1500 assinaturas e vem acompanhado de uma hashtag de mesmo nome no Twitter. Segundo registros pessoais da própria família da atiradora, a prática de tiro esportivo e a posse de armas de fogo eram comuns na casa, o que foi lembrado por internautas usando a tag.

Ainda de acordo com a perícia, o tiro pode ter sido acidental, mas o ângulo da entrada da munição comprova que houve mira antes do gatilho ser puxado, e que o modelo da arma do crime não dispara sozinho.

ATIRADORA SOLTA

A garota condenada pelo crime era melhor amiga de Isabele e passou mais de um ano em um centro de reclusão para menores. Devido a uma decisão da Terceira Câmara Criminal do TJMT, entretanto, o crime passou a ser considerado homicídio culposo, o que garantiu a soltura da menina no início de Junho.

A mudança aconteceu após o afastamento da juíza responsável pelo caso, Cristiane Padim, que relatou frieza, hostilidade, desamor e desumanidade por parte da menor ao cometer o crime, justificando a reclusão da adolescente. 

O processo tramita em segredo de Justiça.