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Atriz de ‘Jesus’ conta inspirações em cena chocante de apedrejamento: “É muito triste”

Marielle Franco e casos de feminicídio foram citados pela atriz

Da Redação Publicado em 22/01/2019, às 18h25 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Laila (Manuela do Monte) é agredida por Simão (Rafael Sardão) em "Jesus". - Blad Meneghel/Record
Laila (Manuela do Monte) é agredida por Simão (Rafael Sardão) em "Jesus". - Blad Meneghel/Record

Manuela do Monte, que vive Laila na novela bíblica ‘Jesus’, contou ao UOL, nesta terça-feira (22), sobre sua preparação para uma cena de apedrejamento que acontecerá hoje no folhetim de Paula Richard.

A atriz, que começou na TV em ‘A Casa das Sete Mulheres’, na Globo, contou sobre sua experiência de dar vida a novas personagens, depois de interpretar várias mocinhas. Manuela também esteve em ‘Apocalipse’, como Débora.

EXPERIÊNCIA E INSPIRAÇÕES

"Fico muito feliz pela oportunidade de fazer algo diferente, de mostrar uma força maior, trabalhar com outra energia. Foi, com certeza, a sequência mais forte que já tive que gravar em toda a minha trajetória como atriz. Foi fisicamente intenso, emocionalmente intenso. Foi um desafio gigante", contou ela.

Manuela fez uma preparação pessoal muito intensa para encarar a cena: consultou uma terapeuta holística, recorreu à preparamentos físicos com um dançarino, além de receber instruções da responsável pelo elenco da novela.

“Uma história que me motivou muito foi da Dandara dos Santos, uma travesti, apedrejada e assassinada a tiros no Ceará. Também vi o vídeo da Tatiane Spitzner, agredida pelo marido no elevador, depois assassinada por ele e jogada do quarto andar. Vi um apedrejamento de 2015, no Afeganistão, de uma menina que foi forçada a casar, tentou fugir com um rapaz da idade dela e foi apedrejada. É muito triste”, desabafou.

QUESTÃO DE HONRA

A atriz contou ainda sobre a verdadeira reflexão que a cena deveria passar para os telespectadores. Segundo ela, Jesus (Dudu Azevedo) não está fazendo um milagre, e sim usando a sutileza das palavras.

“Pensei em honrar as dores e lutas de todas as mulheres que passaram por situações brutais de violência como essa. Ele chamou as pessoas para a reflexão. Ele nos falou de empatia, de igualdade, de amor, de justiça. 'Quem de vós que não tenha pecado, que atire a primeira pedra'. E pôs todo mundo no lugar dela”, concluiu