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Bolsonaro não comparece à sabatina da Jovem Pan após mal desempenho em debate

O editor-chefe da emissora, no entanto, negou que Bolsonaro estivesse “fugindo” da entrevista

Da Redação Publicado em 29/08/2022, às 13h55

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Jair Bolsonaro foi mal avaliado por votantes indecisos, segundo pesquisa do Datafolha - Instagram/@jairmessiasbolsonaro
Jair Bolsonaro foi mal avaliado por votantes indecisos, segundo pesquisa do Datafolha - Instagram/@jairmessiasbolsonaro

O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) não compareceu à sabatina da Jovem Pan, nesta segunda-feira (29), depois de seu mal desempenho no debate na Band, no último domingo (28).

De acordo com o jornal O Globo, a equipe de campanha do mandatário avaliou sua performance e definiu que Bolsonaro não participará mais de debates no primeiro turno. Não foi confirmado se ele concederá entrevistas a emissoras de televisão, mas a prioridade será dada a podcasts de grande audiência e pouco confronto.

No entanto, o editor-chefe da Jovem Pan, Clayton Ubinha, usou seu Twitter para negar que o chefe de Estado tenha “fugido” da entrevista: “É mentira que Bolsonaro ‘fugiu’ da sabatina da Jovem Pan, como afirmam ou insinuam alguns veículos. Já sabíamos previamente que, se o presidente fosse ao debate, uma nova data seria agendada. A sabatina está marcada para 5/9”.

Uma pesquisa do Datafolha avaliou que o atual presidente foi o pior no debate para os votantes indecisos, opinião compartilhada pela ala política dele, que avaliou seu desempenho como negativo no geral.

Apesar de ter atacado seu principal adversário político, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobre a corrupção, o ex-capitão da reserva não se destacou ao falar sobre as mulheres, sendo acusado de misoginia ao atacar a jornalista da TV Cultura Vera Magalhães e criticado pelas duas candidatas mulheres, Simone Tebet (MDB) e Soraya Thronicke (União Brasil).

Para sua ala política, a agressividade do presidente pode afastar o eleitorado feminino, os mais pobres e os evangélicos, público que não gostou do governo Bolsonaro na pandemia, mas que ele vem reconquistando.

ATAQUE À IMPRENSA

A jornalista Vera Magalhães foi atacada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o primeiro debate presidencial, exibido pela Band, na noite do último domingo (28). Com a hostilização, diversas colegas de profissão saíram em defesa da apresentadora.

A situação ocorreu quando Vera abordou a atual cobertura vacinal do Brasil com Ciro Gomes (PDT) e afirmou que houve desinformação sobre os imunizantes contra a covid-19 que foram disseminadas por Bolsonaro.

O presidente tinha um minuto para responder à pergunta. No entanto, ele usou o tempo para hostilizar Vera. "Eu acho que eu não podia esperar outra coisa de você. Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão em mim. Não pode tomar partido num debate como esse. Fazer acusações mentirosas a meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro", disse.

Vera não teve direito de resposta para se defender das ofensas disparadas pelo atual presidente, ago que também foi alvo de críticas por parte de quem acompanhava o debate. Após a sabatina, a jornalista comentou o ocorrido, destacando que essa não é a primeira vez que isso acontece. "Ele teve uma atitude absolutamente descontrolada, desnecessária e, ao meu ver, prejudicial a ele mesmo [...] É da natureza dele, ele não gosta de ser questionado por mulheres", disse a Kennedy Alencar, colunista do UOL.

Vale lembrar que esta não é a primeira vez que Bolsonaro é criticado pela forma como trata mulheres e a imprensa. Inclusive, na entrevista recente para o Jornal Nacional, Bolsonaro foi citado nas redes sociais pela maneira divergente como tratou Renata Vasconcellos de William Bonner.

Desta forma, diversas jornalista condenaram a declaração de Bolsonaro nas redes sociais e destacaram que Vera deveria ter a chance de se auto defender. Fátima Bernandes, Sandra Annenberg, Andréia Sadi, Natuza Nery, Miriam Leitão e Daniela Lima se solidarizaram com a colega de profissão. Confira:

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