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Consciência Negra: personagens da história brasileira que você precisa conhecer

Aproveite o feriado para entender um pouco mais sobre essas figuras tão importantes

Da Redação Publicado em 20/11/2018, às 12h04 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Professor utiliza redes sociais para conscientização sobre personagens negros da história brasileira - Reprodução/Twitter
Professor utiliza redes sociais para conscientização sobre personagens negros da história brasileira - Reprodução/Twitter

O feriado da Consciência Negra é celebrado nesta terça-feira (20). Aproveitando a data, o professor Ramon Serra, que leciona história e atualidades, utilizou seu perfil no twitter para falar sobre alguns personagens negros que fazem parte da história do Brasil e que são poucos reconhecidos.

Veja uma pouco da história na sequência:

ZUMBI DOS PALMARES E DANDARA DE PALMARES

Segundo Ramon, Zumbi liderou a luta contra a escravidão. Ele reuniu negros, indígenas, mestiços e brancos insatisfeitos com o regime escravocrata no período colonial. 

A companheira de Zumbi, Dandara, liderou o exército feminino no Quilombo dos Palmares. Quando o local foi tomado pelos portugueses em 1694, Dandara cometeu suicídio para não ser escravizada novamente.

COSME BENTO (NEGRO COSME)

De acordo com historiador, alfabetizou mais de 3 mil pessoas negras ou mulatas. Intitulava-se "Tutor e Imperador da Liberdade". Morreu enforcado durante a revolta da Balaiada, movimento que liderou.

MACHADO DE ASSIS

O famoso escritor era abolicionista. Aprendeu a ler no seu primeiro emprego como padeiro. Depois, tornou-e o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras. Publicou em 1881 o clássico: “Memórias póstumas de Brás Cubas”, em que a história retrata a escravidão.

TEODORO SAMPAIO

Ramon conta que foi filho de um padre e se formou engenheiro em 1877. Trabalhou como professor de matemática e desenhista do Museu Nacional afim de comprar a alforria da mãe e irmãos. Foi um dos fundadores da Escola Politécnica da USP.

ANDRÉ REBOUÇAS

Engenheiro, negro e abolicionista. Conforme os tweets de Ramon, ele criou a Sociedade Brasileira Contra a Escravidão ao lado de Machado de Assis. Foi exilado após a Proclamação da República por sua ligação com D.Pedro II. Acabou com a própria vida em 1898.

LIMA BARRETO

Nasceu em 1897 e abandonou a faculdade de engenharia em 1902 para cuidar do pai. Era funcionário público e, segundo o professor, escrevia reportagens para o Jornal Correio do Amanhã, denunciando o racismo no Rio de Janeiro. O Triste fim de Policarpo Quaresma foi uma de suas obras.

CAROLINA MARIA DE JESUS

Nasceu em 1914, cursou o primário e trabalhou como doméstica e catadora de papel. Um de seus diários tornou-se um livro chamado “Quarto de Despejo: Diário de uma favelada”, sendo traduzido para 13 línguas.

MILTON SANTOS

Milton foi advogado de formação e Geógrafo de ofício. De acordo com Ramon, foi precursor da pesquisa geográfica na Bahia. Sua obra é referência para os estudos de geografia, sendo reconhecida e premiada.  

LUIZ GAMA

Foi vendido como escravo pelo próprio pai. Alfabetizado, cursou direito, porém não concluiu. Usou o conhecimento para prestar assistência aos negros escravizados. É considerado o patrono da abolição desde 2015.

SUELI CARNEIRO

É doutora em Filosofia pela USP (Universidade de São Paulo), sendo a única negra da sua graduação nos anos 1970. Fundou o Instituto da Mulher Negra (Geledés) em 1988. É vencedora de importantes prêmios sobre feminismo e direitos humanos.

CONCEIÇÃO EVARISTO

Nascida em 1946, Conceição conciliou estudos com o trabalho de empregada doméstica. É doutora em Literatura e tentou ocupar a cadeira 7 da Academia Brasileira de Letras em 2018, mas teve sua candidatura vencida na ocasião, lembra Ramon.

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