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Corvo-Correio: livro infantil traz uma lição sutil sobre o racismo

Em “Corvo-Correio”, Isabel Cintra leva as crianças a refletirem sobre o racismo e a representatividade preta

Da Redação Publicado em 04/03/2021, às 16h30 - Atualizado às 16h32

Corvo-Correio: livro infantil traz uma lição sutil sobre o racismo - Reprodução/Amazon
Corvo-Correio: livro infantil traz uma lição sutil sobre o racismo - Reprodução/Amazon

Escrita por Isabel Cintra, a obra infantil “Corvo-Correio” trabalha a diversidade, tolerância, preconceito e representatividade de uma forma descomplicada. Segundo a autora, o contato com esses temas logo na infância é extremamente importante, já que é nessa fase da vida que construímos diversos valores. “É durante a infância que tudo se inicia: a nossa percepção de mundo, o entendimento do coletivo, além da própria autoestima”, ressalta. Além disso, situações de preconceito também estão presentes no dia a dia das crianças, o que torna ainda mais fundamental trazer reflexões e conscientização sobre o assunto.

Para Isabel, a responsabilidade de abordar o tema desde cedo deve vir dos adultos. “Eu vejo as crianças como ‘esponjas’ quanto ao conhecimento que lhes é transmitido. São puras e, por isso, suscetíveis à doutrina dos adultos. Sendo assim, o debate com os pequenos tende a se inclinar positivamente quando apresentado por meio de livros, brinquedos ou atividades que tragam a diversidade sobre o tema”, reflete. “Minhas filhas ainda eram bebês quando os olhinhos atentos acompanhavam as figuras de pele marrom protagonizando as páginas dos contos e, durante as brincadeiras, abraçavam as bonequinhas de cabelo crespo. Eu percebi que desde muito cedo é possível apresentar a diversidade como um valor para as crianças”.

A escritora ressalta, também, o poder da  conversa na hora de trazer o tema à tona: “Tem que haver diálogos reforçando sobre a importância da pluralidade e ficarmos atentos a comentários aparentemente inofensivos que surgem durante a comunicação entre adultos”. E adiciona: “Livros que trazem representatividade são necessários porque geram identificação, mostram novas realidades e trazem, sobretudo, afeto”.

A escrita 

Quanto à literatura, Isabel revela que seu processo de escrita tem a preocupação de disseminar mensagens de aproximação e afeto com a cultura negra. “São temas que fazem parte do meu universo enquanto mulher negra. Seria inconcebível seguir o caminho da escrita e não os acolher nas minhas narrativas”, diz a autora. 

Em seu mais recente lançamento, o “Corvo-Correio”, a escritora se utiliza de animais para nos apresentar José, um corvo que desejava voar ao lado dos imponentes pombos brancos e seguir seu sonho de ser carteiro, e mostrar que a diversidade nos torna únicos. 


Ficou curioso para descobrir mais sobre esta história? Então dá uma olhada nesse trecho inédito da obra, que está disponível no site da Amazon:

"O corvo tomou fôlego e foi direto ao assunto:
Eu quero fazer uma inscrição para ser carteiro!
A coruja, tranquilamente, sem interromper o que estava fazendo, respondeu:
– Mas você é um corvo! Certamente, já deve ter ouvido dizer que os corvos não servem para carteiros. Todos sabem disso!"
(Corvo-Correio, P. 8)

Corvo-Correio 

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