Eleições 2018: como debater sem brigar com parentes e amigos

Saiba terminar o dia sem gritar e ninguém acusar o outro de radical

sexta 26 outubro, 2018
Saiba como lidar com discussões sobre política
Saiba como lidar com discussões sobre política Foto:iStock

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O segundo turno das eleições é no próximo domingo (28). Nessa época é quase impossível não se envolver em rodas de conversa cujo assunto é política. Seja no encontro com os amigos, no café com o pessoal do trabalho ou no almoço de família, tem sempre alguém que pergunta: “E aí, em quem você votou para presidente?” Até aí tudo bem. 

Mas e quando o tema se torna desagradável e, em algum momento, o conhecido cita uma posição polêmica de algum candidato? Especialistas dão dicas valiosas para driblar esse tipo de discussão e não correr o risco de magoar e até acabar a relação com o outro.

IDEIAS DE UM CANDIDATO X AS SUAS
Não é a política em si que coloca um ponto final nas relações. “O que distancia as pessoas é a intolerância e a falta de empatia e de disponibilidade de escuta por achar que a sua opinião é a correta”, diz Ellen Moraes Senra, psicóloga e especialista em terapia cognitiva comportamental. Para ela, ao conversar com pessoas que pensam diferente de você, tente o diálogo. “Se estiverem abertas a ouvir outras opiniões, vale a pena questionar. Faça perguntas como ‘você sabia que seu candidato defende isso?’ Se ele for contra as suas crenças e posicionamentos, deixe claro os seus motivos e pergunte educadamente se concordam com aquilo. Além disso, peça para mostrarem as propostas de quem apoiam. E esteja aberta também a entendê-las”, diz.

DISCUSSÕES COM O FILHO
“Aos 12 anos, a criança passa a exercitar um pensamento crítico e reflexivo. Além de receber influências e percepções de mundo, começa a ter opiniões individuais sobre os temas da vida, inclusive política. Por isso, os pais devem respeitar o posicionamento do filho. Caso pensem diferente, os responsáveis devem evitar impor e questionar o voto. É preciso ter diálogo: dar conhecimento, estar aberto para ouvir as justificativas e respeitar”, diz.

NÃO CAIA NAS FAKE NEWS
Hoje em dia, um dos desafios é controlar as notícias falsas que circulam pelas redes sociais, principalmente no Facebook e no WhatsApp. Por isso, antes de compartilhar qualquer foto, vídeo ou matéria, cheque a fonte da informação.

O TIO QUE PUXA BRIGA
Em muitas ocasiões, há alguém que normalmente começa as discussões políticas nas reuniões de família. Se isso acontecer e a conversa for saudável, fazendo com que as pessoas absorvam as ideias colocadas, não tem problema. Agora, se o assunto for dito com comentário provocador ou na tentativa de convencer o outro que sua opinião é a certa, procure estabelecer limites. “Se o assunto beira o emocional e o moral, gerando um desconforto, saia da conversa ou puxe outro assunto”, aconselha Livia Marques, coach e psicóloga organizacional e clínica. Para Ellen, se o tema significar muito para você, deixe claro que as opiniões vão contra o que acredita e que, por isso, não vai mais participar dessas conversas.

DENTRO DA EMPRESA
Segundo Raphael Falcão, Diretor da Hays, não fale sobre candidatos de forma passional: procure expor suas convicções de maneira apartidária, evitando falar em partidos ou nomes específicos. Busque falar em propostas e estratégias apresentadas. Cuidado ao escolher onde irá se posicionar politicamente: quer publicar sobre política nas redes sociais profissionais, como o Linkedin? Seja cautelosa. Mas, se possível, não o faça, pois o foco desse canal deve ser a sua carreira.

É PRECISO SE AFASTAR?
É possível que a discussão sobre política aconteça com quem convivemos ou com alguém pelo qual temos carinho. “Nesses casos, em que a relação é difícil de ser quebrada, a pessoa precisa pesar e ver se vale a pena se afastar. Para isso, veja se a relação está tóxica e se as ideias ferem o que acredita”, orienta Livia Marques.

COMO CONVERSAR SEM DISCUTIR
Para evitar que a conversa sobre política vire uma guerra, a primeira coisa a fazer é ter paciência para ouvir o outro falar e estar disposto a entender o posicionamento diferente (e aprender com ele). Além disso, procure não falar de partidos políticos, mas de ideias. Por último, mas extremamente necessário: tenha empatia. Isto é, coloque-se no lugar do outro e tente entender os motivos que levam aquela pessoa a pensar diferente de você.

Com reportagem de Júlia Arbex
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