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Jair Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares para cargos públicos, diz jornal

Reportagem revela que Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares para cargos públicos

Bruna Calazans Publicado em 05/08/2019, às 10h11 - Atualizado em 18/08/2019, às 10h56

Jair Messias Bolsonaro - Reprodução/Instagram
Jair Messias Bolsonaro - Reprodução/Instagram

Uma reportagem publicada pelo jornal O Globo apontou que o atual presidente, Jair Bolsonaro, empregou cerca de 102 pessoas que tinham laços familiares na política, vários deles com indícios de que não trabalharam de fato nos cargos.

O esquema surgiu em 1991, quando Bolsonaro assumiu seu primeiro mandato como deputado.

O mapeamento feito pelo jornal carioca durou cerca de três meses e é resultado de consultas em diários oficiais com o uso da Lei de Acesso à Informação sobre todos os assessores parlamentares da família Bolsonaro. Foram identificadas 286 pessoas nomeadas nos gabinetes desde 1991. 

Após um cruzamento de informações de banco de dados e redes sociais, a reportagem identificou que ao menos 102 têm algum parentesco ou relação familiar entre si, fazendo parte de 32 famílias diferentes. 

Um dos casos que veio à tona é o da família do policial militar Fabrício Queiroz, antigo assessor que emplacou sete familiares em três gabinetes da família Bolsonaro (Flávio, Carlos e Jair) desde 2006. 

ANTES DE NEPOTISMO SER CRIME

Durante uma entrevista coletiva no último domingo (4), o presidente se manifestou sobre o assunto. 

"Eu não tenho 102 parentes. Como é que eu botei 102 parentes no gabinete dos meus filhos? Não dá para entender, é uma mentira deslavada ali. Já botei parentes no meu gabinete, já botei no passado sim. Antes da decisão de que nepotismo seria crime. Qual o problema?", disse.