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Medalhista olímpico e contra a vacina, húngaro morre após contrair covid-19

Szilveszter Csollany pegou covid-19 no início de dezembro e estava, desde então, hospitalizado

Da Redação Publicado em 25/01/2022, às 10h00

Csollany Szilveszter morreu de complicações da covid-19 - Instagram/@ sollanyszilveszter
Csollany Szilveszter morreu de complicações da covid-19 - Instagram/@ sollanyszilveszter

O ex-ginasta húngaro Szilveszter Csollany, que chegou a ser bicampeão olímpico, morreu em consequência da covid-19, anunciou o comitê olímpico húngaro.

De acordo com o jornal britânico ‘Independent’, o atleta, de 51 anos, pegou o novo coronavírus no início de dezembro e acabou sendo hospitalizado em Budapeste em estado grave, após precisar de assistência respiratória.

Csollany compartilhou várias publicações antivacina em sua página no Facebook e recusava a se vacinar contra a covid-19. Apesar disso, o seis vezes medalhista do Campeonato Mundial optou por se vacinar para conseguir continuar trabalhando como treinador de ginastas.

No entanto,um jornal de Budapeste - chamado Blikk - diz que ele contraiu a doença logo após se vacinar, não dando tempo para seu corpo criar anticorpos suficientes para conseguir se proteger.

Além de campeão europeu em 1998, ele conquistou a prata nos Jogos de Atlanta-1996, antes de faturar o ouro em Sydney-2000, sempre na competição de argolas. Após se aposentar, em 2003, tornou-se treinador e trabalhou em um pequeno clube austríaco.

VACINAS SALVAM

Vale sempre lembrar da importância da vacina. O estado australiano de Nova Gales do Sul (NSW), por exemplo, reportou que pessoas não vacinadas têm 16 vezes mais probabilidade de acabar em unidades de terapia intensiva ou morrer de covid-19.

Os dados mostraram que apenas 11% das 412 pessoas que morreram no surto da variante Delta, que ocorreu por quatro meses até o início de outubro, foram totalmente vacinadas. A idade média dessas mortes foi de 82 anos.

Já um levantamento feito pela CNN Brasil mostra que em pelo menos quatro capitais brasileiras mais de 80% das pessoas internadas com Covid-19 não estão com o esquema vacinal completo.

Assim, especialistas da Fiocruz reforçam a necessidade de aumentar a cobertura vacinal na população, incluindo a dose de reforço para dar uma proteção mais efetiva contra a variante Ômicron.