AnaMaria

Neto de Lula morre aos 7 anos por meningite bacteriana; saiba como evitar

Ele deu entrada no Hospital Bartira, em Santo André, nesta manhã, com quadro instável

Por Ives Ferro Publicado em 01/03/2019, às 16h16 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Lula comemora o aniversário de 70 anos ao lado de Arthur e Dona Marisa. - Ricardo Stuckert/G1
Lula comemora o aniversário de 70 anos ao lado de Arthur e Dona Marisa. - Ricardo Stuckert/G1

Arthur Lula da Silva, neto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, morreu, na manhã desta sexta-feira (1º), depois de dar entrada no Hospital Bartira, em Santo André, no ABC paulista, por meningite meningocócica, do tipo bacteriana.

O menino faleceu às 12h11, apenas cinco horas após chegar ao hospital. Segundo a assessoria da Rede D’Or São Luiz, a morte foi “devido ao agravamento do quadro infeccioso de meningite meningocócica”.

Nas redes sociais, a presidente do PT, Gleisi Hoffman, lamentou a morte do pequeno, e reforçou também que fará tudo para que Lula, preso na sede da PF de Curitiba, se despeça do neto. O Partido dos Trabalhadores também prestou apoio ao ex-presidente.

“Presidente Lula perdeu seu neto hoje. Que tristeza. Arthur tinha 7 anos e foi vítima de uma meningite. Força presidente, estamos do teu lado, sinta nosso abraço e solidariedade. Faremos de tudo pra que você possa vê-lo. Força a família, aos pais Sandro e Marlene. Dia muito triste”, falou Gleisi.

MENINGITE
Em entrevista à AnaMaria, o pediatra Nelson Ejzenbaum, membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), afirmou que existem três tipos de meningite, sendo a bacteriana a mais grave. “As infecções virais são mais amenas e não deixam sequelas; as fúngicas deixam sequelas; e as bacterianas são piores, e podem matar em pouco tempo”, diz ele.

Os sintomas são rigidez da nuca, vômito, febre, confusão mental, convulsões e mal estar. Segundo o especialista, uma das melhores alternativas para evitar a condição condição é a vacina. "No entanto, uma vez contraída, é possível ser tratada com antibióticos e corticoides”, explica.

A doença pode ser transmitida através do contato de gotas de saliva da pessoa infectada com as mucosas do nariz ou da boca de outra pessoa saudável. Tosse, espirro ou contato com barras de apoio de transportes públicos, além de ambientes com muita gente e pouca circulação de ar também podem ser agravantes.