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Variante Ômicron é mais duradoura em superfícies e na pele, diz estudo

A variante ômicron tem uma capacidade de sobrevivência maior que as outras

Da Redação Publicado em 24/01/2022, às 16h05

Variante ômicron é mais duradoura que as outras - Pixabay
Variante ômicron é mais duradoura que as outras - Pixabay

Os pesquisadores da Universidade de Medicina da Prefeitura de Kyoto, no Japão, fizeram uma comparação entre a variante ômicron e o vírus original da covid-19 na capacidade de sobrevivência em superfícies.

No estudo, ainda não revisado por pares, foi concluído que a Ômicron é a mais resistente em ambientes externos, com capacidade de ficar 21 horas na pele e até 193 horas, o que equivale a oito dias, em superfícies plásticas.

Embora tenha alto contágio, o diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, fez prognóstico otimista nesta segunda-feira (24), sem deixar de fazer um alerta. “Podemos acabar com a fase aguda da pandemia este ano e dar fim à Covid-19 como emergência sanitária mundial", declarou, dando o nível de alerta mais alto da OMS.

Entretanto, o diretor alertou que é "perigoso supor que a Ômicron será a última variante e que estejamos no fim do jogo", uma vez que as condições são "ideais" para que outras variantes surjam, que sejam até mais transmissíveis e virulentas.

As amostras utilizadas no estudo foram fornecidas pelo Instituto Nacional de Doenças Infecciosas de Tóquio. Os cientistas testaram a capacidade de sobrevivência do vírus em uma placa de poliestireno (plástico) e em pele humana ( amostras de pele humana coletadas para autópsia forense).

O ESTUDO 

Os pesquisadores notaram que a Ômicron é a variante mais resistente na superfície plástica (193,5 horas), seguido pela Alfa (191,3 horas), Beta (156,6 horas), Delta (114 horas), Gama (59,3 horas), enquanto a cepa originária de Wuhan, encontrada na China, foi a que menos sobreviveu, ficando 56 horas.

Já o tempo de sobrevivência na pele humana foi menor em comparação à superfície plástica, sendo a Ômicron a mais resistente (21,1 horas), seguida da Alfa (19,6 horas), Beta (19,1 horas), Delta (16,8 horas), Gama (11 horas) e a originária de Wuhan (8,6 horas).

Essa maior capacidade de sobrevivência da Ômicron, sugerem os pesquisadores, seria a razão pela qual a nova variante substituiu rapidamente a Delta.

Os pesquisadores testaram também a eficácia de desinfetantes à base de álcool, etanol e isopropanol contra a covid-19. Eles concluíram que todos são eficazes contra o vírus.Porém, as variantes de preocupação foram ligeiramente mais resistentes aos produtos, do que a cepa original.

Na pele humana, o estudo mostrou a inativação completa de todos os vírus com exposição a 35% de etanol em 15 segundos. Portanto, os cientistas ressaltam que os o protocolos atual de práticas de higiene das mãos não pare, para um maior controle de infecções, como o recomendado pela Organização Mundial da Saúde.