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Vídeo Show: o adeus que (quase) ninguém queria dar!

Foram mais de 30 anos de sucesso... Mas a tragédia do final do programa, retrato vivo da memória da Globo, já era mais do que anunciada!

Da Redação Publicado em 21/01/2019, às 12h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

Ana Clara, Sophia Abrahão, Fernanda Keulla e Vivian Amorim estavam no comando do programa em 2018 - Globo/João Cotta
Ana Clara, Sophia Abrahão, Fernanda Keulla e Vivian Amorim estavam no comando do programa em 2018 - Globo/João Cotta

Na semana passada, a notícia de que o Vídeo Show estava com os dias contados caiu como uma bomba. 

Confesso, até a sexta, 11, torci para que a Globo voltasse atrás na decisão e mantivesse vivo o programa que durante 35 anos prendeu milhares de pessoas diante da telinha... Mas não teve jeito. Ele acabou, mesmo, deixando uma legião entristecida. 

Além do público fiel, artistas que comandaram a atração, como Cissa Guimarães, Miguel Falabella, Susana Vieira, André Marques e tantos outros, lamentaram a despedida. E não é para menos. 

Durante três décadas (depois comento os últimos cinco desastrosos anos), o Vídeo Show retratou os bastidores das novelas e programas globais que a gente ama, mergulhou na intimidade de famosos, nos fez rir com o Falha Nossa… 

Enfim, levou os telespectadores a mergulhar no mágico mundo da TV. Claro, aqui estou me referindo ao bom, velho e legítimo Vídeo Show! Aquele de personalidade marcante, com características próprias e ímpares.

O programa que contava e relembrava passagens antológicas dos nossos ídolos e reuniu em seu acervo a história artística da emissora. O lance é: nos últimos anos, em função de vários fatores, a atração se perdeu. E a audiência foi na carona. 

Virou uma colcha de retalhos costurada nem sempre por pessoas habilidosas para tal função. Lógico, apresentadores e equipe seguem roteiros, direção… A real é que nesses derradeiros anos tudo ficou muito chato ali. 

Vimos “animadores” se esforçando para serem engraçadinhos, cantando e dançando para as câmeras, fazendo piadinhas sem graça... Já na UTI, o Vídeo caiu em mãos ainda menos vocacionadas para esse tipo de trabalho. Impossível também não atribuir esse adeus ao sucesso da concorrência. 

O “A Hora da Venenosa”, do Balanço Geral, da RecordTV, com Reinaldo Gottino, Fabíola Reipert e Renato Lombardi, por exemplo, foi imbatível no horário, em 2018. O motivo: o jornalístico tem personalidade, identidade e fala a linguagem que seu público quer ouvir. 

É isso... A mim e a tantos outros apaixonados só resta lamentar o desfecho que o Vídeo Show não merecia ter tido. Beijos!!!

Márcia Piovesan é jornalista multimídia, especialista e crítica de TV e celebridades. Também é radialista, influenciadora digital, participa de atrações como o A Tarde É Sua (RedeTV!) e dirige o portal de notícias que leva seu nome.