"Estou achando que ele enxerga mal... Será?"

3 em cada 10 crianças precisam de óculos para corrigir diferentes problemas de visão. Saiba como identificar se o seu pequeno tem alguma dificuldade

Ana Bardella

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"Estou achando que ele enxerga mal... Será?" | Crédito: Shutterstock
Desde a barriga da mamãe
Sim, os cuidados devem começar ainda na gestação. Doenças como rubéola, sífilis e toxoplasmose, quando contraídas na gravidez, podem provocar problemas congênitos, como a catarata – responsável por 40% dos casos de perda de visão na infância. Além do
pré-natal, a futura mamãe deve manter a vacinação em dia e informar-se sobre a prevenção de cada uma das doenças acima. Os recém-nascidos também precisam de atenção: após o parto, certifique-se de que a criança passou pelo teste do olhinho. Ele ajuda na detecção precoce de males como o glaucoma. Nessa fase, também pode ocorrer a obstrução do canal lacrimal, que causa lacrimejamento excessivo e conjuntivites constantes – tudo isso pode ser tratado com massagens ou cirurgicamente.


Alguns anos depois
A primeira consulta oftalmológica deve ocorrer aos 3 anos. Quando os pais usam óculos, ou quando a criança apresenta sinais de que não enxerga bem, ela pode ser antecipada para os 2 anos. O cuidado é essencial, pois qualquer obstáculo nessa fase pode causar danos irreparáveis. Se estiver tudo certo, a recomendação é voltar aos 6 anos e repetir as consultas anualmente, de preferência antes da volta às aulas. Isso porque a visão interfere demais no desempenho escolar dos pequenos. Uma pesquisa da Fundação Dr. João Penido Burnier mostrou que seis em cada dez crianças melhoram a concentração e oito em cada dez passam a ter mais interesse pelos estudos quando usam os óculos adequadamente.


Algumas doenças
Miopia: dificuldade para enxergar à distância.
Hipermetropia: dificuldade para enxergar de perto.
Astigmatismo: visão desfocada para perto e para longe.
Ambliopia: provoca diminuição ou até a perda da visão. Pode ser causada pelo deslocamento dos dois olhos pra dentro, pra fora, pra cima ou pra baixo. Até os 4 meses, o desvio é normal, mas se o problema persistir vale ir a um especialista. Iniciado cedo, o tratamento aumenta em até 70% as chances de cura.

Não é só estética! Além de afetar a autoestima, o estrabismo causa danos sérios para a visão!


Ela pode estar enxergando mal se até os 2 anos...

Não reage a estímulos luminosos como, por exemplo, quando acendem a luz.

Lacrimeja demais.

Passa muito tempo de olhos fechados.

Não demonstra interesse pelo que acontece, nem ergue a cabeça para tentar ver objetos, como brinquedos.

Tem a pupila muito grande, de cor acinzentada ou opaca.

Está sempre com os olhos vermelhos ou com secreção.

Esbarra sempre nos objetos e móveis.


Se dos 3 aos 6 anos a criança...

Assiste à TV muito de perto, faz careta ou coça os olhos quando tenta enxergar algo.

Tem dor nos olhos ou de cabeça.

Cai facilmente.

Tem um desvio dos olhos para o nariz ou para fora.

Inclina a cabeça quando presta atenção.


Dos 6 aos 7 anos, além dos sinais acima, ela...

Tem baixo rendimento escolar e aproxima muito o rosto do caderno ou do livro.

Demonstra total falta de interesse na sala de aula.

É tímida e tem receio de praticar esportes.

Não consegue distinguir ou combinar as cores.


Caso note a combinação de alguns desses sintomas, acompanhe seu filho a uma consulta com o oftalmologista.


Tecnologia em excesso é um perigo pra visão!
O ideal é que as crianças permaneçam, no máximo, duas horas seguidas na frente de uma tela. Mais do que isso pode prejudicar a
visão. Um estudo conduzido pelo especialista ouvido na matéria mostrou que 21% dos pequenos que passam seis horas direto em frente ao computador ou videogame apresentam um tipo de miopia. Isso acontece porque o olho da criança está em desenvolvimento e é mais sensível aos esforços visuais. Então, bora controlar essa criançada! Além do tempo em frente aos eletrônicos, certifique-se de que a iluminação está favorável para que o esforço não seja grande.

23/12/2016 - 10:00

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