O vestibular não precisa ser um monstro

Sim, é possível evitar que a tensão pré-processo seletivo atrapalhe seu filho na prova. Especialistas ensinam como você pode ajudar nessa missão

Ana Bardella

O vestibular não precisa ser um monstro | <i>Crédito: iStock
O vestibular não precisa ser um monstro | Crédito: iStock

O término dos estudos no colégio, em geral, vem acompanhado de grandes transformações na vida dos jovens. Apesar da pouca idade, nessa fase são tomadas decisões importantes para o futuro. A principal delas é a escolha da profissão que pretendem seguir. E, como se não bastasse, ainda existe a pressão para ingressar em boas instituições de ensino para cursar a graduação. Atingir esse objetivo depende, exclusivamente, do bom desempenho em um processo seletivo para o qual eles têm se preparado desde quando começaram a estudar: o vestibular. Não por acaso, muitos adolescentes se sentem intimidados e ansiosos para o momento. No entanto, manter a calma é essencial para obter um bom resultado nas provas! E a sua ajuda pode ser fundamental para isso. Confira as dicas de especialistas para ajudá-la a auxiliar seu filho nessa fase:

1 Acompanhe o calendário escolar: “Assim, caso o adolescente ainda esteja cursando o 3º ano do Ensino Médio, você saberá exatamente o período das provas e simulados, e poderá acompanhar de perto os resultados”, ressalta Almir Bunduki, diretor pedagógico do Stockler Vestibulares.

2 Peça ao jovem que anote os prazos das inscrições para os vestibulares e deixe em local visível da casa. O risco de perder a avaliação porque se confundiu com as datas diminui bastante! 

3 Pesquisem juntos sobre os cursos e as instituições de ensino. Incentive seu filho a procurar uma faculdade que seja reconhecida na área em que pretende atuar – isso faz a maior diferença no mercado de trabalho!

4 Não aumente as cobranças para que ele omece a estudar próximo do período dos vestibulares. Apenas diga que não adianta correr atrás do prejuízo às vésperas dos testes e avaliações.

5 "Ajude seu filho a organizar os horários de estudo em casa”, orienta Bunduki. O ideal é que ele revise o conteúdo passado pelos professores no mesmo dia ou, no máximo, no dia seguinte. Assim, as chances de esquecer alguma informação diminuem. Isso
ainda torna a compreensão da matéria mais fácil. Peça que deixe o celular de lado e se concentre.

6 Auxilie nas tarefas e busque elevar a autoestima do jovem. Jamais compare o desempenho dele com o de outros parentes ou duvide das suas capacidades. Seu filho deve se sentir estimulado para dar andamento aos estudos.

7 Não permita que ele se coloque em papel de vítima, reforçando a ideia de sacrifício. Reconheça seus esforços, mas se notar
estresse, ajude-o a repensar hábitos de estudo. Ficar até tarde debruçado nos livros, por exemplo, pode ser prejudicial à saúde.

8 Ajude-o a organizar o espaço de estudos. “O local deve ser arejado e iluminado, com o material escolar a postos”, reforça o diretor pedagógico.

9 Diga a ele que não precisa se sentir culpado ao descansar. “Reservar um período de ócio é importante para o cérebro criar", explica Augusto Jimenez, psicólogo e gestor educacional da rede Minds Idiomas. O mesmo vale para o lazer: é importante se desligar para namorar, ver um filme...

10 Estimule-o a praticar atividade física. Colocar o corpo para se mexer ajuda a dissipar o estresse (e ainda é importante para a saúde).

11 Pratique técnicas de relaxamento com ele. A meditação, por exemplo, mesmo por poucos minutos, já é uma ferramenta a mais para controlar a ansiedade.

12 Tenha um plano B. Sempre existe uma faculdade para a qual ele está voltando seus esforços. Reforce a ideia de que, se não for desta vez, existe uma estratégia: seja entrar em outra faculdade ou mesmo fazer um cursinho para prestar vestibular no ano seguinte.

Férias é para estudar?

De acordo com Bunduki, no período de pausa escolar, o jovem deve intercalar momentos de descanso com horas de estudo. “Na primeira semana, desligue-se completamente da escola. Na segunda e na terceira semanas, reveja alguns conteúdos durante, pelo
menos, duas horas por dia. Foque, principalmente, nas matérias em que esteja sentindo alguma dificuldade. Já nos últimos sete dias
de folga, descanse novamente. Assim, voltará ao colégio com as energias bem renovadas”, aconselha Bunduki.

03/08/2018 - 14:00

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Revista Ana Maria