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Noites mais tranquilas! Confira 5 mitos e verdades sobre o sono

Especialista explica o que é verdade e o que é mentira quando se trata da qualidade do sono

Karla Precioso Publicado em 16/07/2022, às 14h30

Confira como ter mais qualidade no sono - Lux Graves on Unsplash
Confira como ter mais qualidade no sono - Lux Graves on Unsplash

Dormir bem é essencial para a saúde, por isso, a ResMed, marca pioneira em soluções inovadoras que proporcionam qualidade de vida, em especial às pessoas com apneia do sono, DPOC e outras doenças crônicas, explica os mitos e verdades sobre distúrbios comuns, ajudando você a entender como melhorar a qualidade do sono.

1. Ingerir bebida alcoólica antes de dormir ajuda a ter um sono de qualidade.

MITO - Apesar de a bebida alcoólica facilitar o início do sono num primeiro momento, o resultado geral é um sono de má qualidade, com menor tempo em fases profundas e maior quantidade de despertares. O álcool, por sua ação relaxante muscular e depressora do sistema nervoso central, aumenta os riscos de distúrbios respiratórios durante o sono – como ronco e apneia obstrutiva -, além de tornar esses episódios de pausas respiratórias ainda mais prolongados.

2. Muitas pessoas possuem apneia e não sabem.

VERDADE - Estima-se que quase 1 bilhão de pessoas são afetadas pela apneia do sono em todo o mundo. Apenas no Brasil, há um potencial de 25 milhões de habitantes com apneia moderada ou grave. No entanto, a condição é subdiagnosticada e até 80% das pessoas com apneia
moderada e grave não conhecem seu diagnóstico.

3. A apneia tem relação com flutuações de humor.

VERDADE - As alterações de humor, como irritabilidade, são frequentes em pessoas com apneia do sono, assim como a prevalência de depressão e ansiedade. Uma ampla quantidade de déficits cognitivos foi identificada em pacientes com AOS não tratados, desde atenção e vigilância, até memória. Essas mudanças refletem em dificuldade de concentração, esquecimento aumentado, incapacidade de tomar decisões e adormecimento ao volante de um veículo, por exemplo. Uma vez que a apneia do sono é diagnosticada, o tratamento mais comumente indicado é a adoção regular do CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas).

4. Excesso de peso e obesidade são fatores de risco para apneia.

VERDADE - Existe uma relação entre obesidade e apneia do sono em razão da variação de peso, que pode impactar na gravidade do distúrbio. Estudos como a coorte de Wisconsin, por exemplo,
demonstraram que o IAH (índice de eventos de apneia por hora de sono) se eleva com o ganho de peso, ou seja, quanto maior o sobrepeso, mais
severo o distúrbio de apneia.

5. Há relação da apneia com diabetes e outras doenças.

VERDADE - A apneia do sono é um distúrbio relacionado à piora da qualidade de vida e sono. As condições de pausas respiratórias frequentes durante o sono estão ligados a doenças cardiovasculares,
acidente vascular cerebral e outras comorbidades. Apesar de os mecanismos de desregulação no metabolismo da glicose na AOS não serem completamente elucidados, existe uma relação entre a apneia e o diabetes tipo 2, sendo observada uma alta prevalência concomitante das duas condições.

Estudos também demonstram uma forte correlação entre a gravidade da apneia obstrutiva do sono e o risco e gravidade da hipertensão. Mesmo pequenos aumentos, particularmente nos níveis noturnos de pressão arterial, estão associados a aumentos significativos na morbidade e mortalidade cardiovascular. Portanto, as doenças relacionadas ao sono que induzem aumentos na pressão afetariam substancialmente o risco cardiovascular.

HORMÔNIO DO CRESCIMENTO: O QUE ISSO TEM A VER?

Durante a noite, principalmente das 0h às 4h (fase escura do sono), produzimos o chamado hormônio de crescimento. Como o próprio nome diz, na infância, ele nos faz crescer e, após o estirão, continua sendo produzido, em pequenas quantidades, com a função de reparar o organismo para o dia seguinte. Quando não dormimos bem, acordamos exaustos e improdutivos, ou seja, muitas pessoas não têm ideia de quanto o sono reparador é importante para manter a saúde em dia e, consequentemente, a produtividade em tudo o que fizer.