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Entenda porquê investir no Tesouro Direto pode ser vantajoso

Apesar de vantajoso, investir nele não é tão prático e exige um pouco de conhecimento

Da Redação Publicado sábado 4 julho, 2020

Apesar de vantajoso, investir nele não é tão prático e exige um pouco de conhecimento
O Tesouro Direto é uma forma de emprestar dinheiro ao Governo Federal - William Iven/Pixabay

“Preciso de ajuda para investir no Tesouro Direto. Ouço falar que é seguro e com boa rentabilidade, mas não encontrei explicações claras a respeito...” P. C., por e-mail. 

O Tesouro Direto é uma boa alternativa para guardar a sua reserva financeira. Podemos dizer que ele é o “pretinho básico dos investimentos”. É uma forma segura de conseguir boa rentabilidade e fugir da poupança, que tem rendido menos que a inflação. 

Mas, apesar de vantajoso, investir nele não é tão prático e exige um pouco de conhecimento. O Tesouro Direto é uma forma de emprestar dinheiro ao Governo Federal, que usa esses recursos para investimentos em infraestrutura e educação, por exemplo. Em troca, você recebe um rendimento por esse empréstimo. 

Para começar a investir, você deve fazer um cadastro em uma corretora de valores. Pode ser na corretora ligada ao banco no qual você tem conta ou em uma corretora independente. 

Isso é necessário porque é na plataforma dessa corretora que você fará os aportes no Tesouro Direto, ou seja, a compra do que chamamos de “papéis do Tesouro Direto”. A transação é feita toda pela internet ou aplicativo da corretora, desde o cadastro até a escolha da aplicação. 

Uma vez que você tenha acesso à plataforma, você poderá escolher entre três tipos de papéis: Tesouro IPCA+, que corrige o valor do seu dinheiro de acordo com a inflação (IPCA) acrescido de uma taxa de juros; o Tesouro Direto Pré-Fixado, que corrige o seu dinheiro de acordo com uma taxa de juros acordada no início da operação. 

Ambos devem ser usados para aplicações de prazo mais longo. Há ainda o Tesouro Selic, que remunera o seu dinheiro de acordo com a taxa básica de juros da economia – essa é a taxa de remuneração que a maioria dos fundos de investimentos pagam ao seu aplicador, porém sem a cobrança da taxa de administração. É nesse tipo de investimento que deve ficar a sua reserva de emergência.

MARCELA KAWAUTI aprendeu economia na graduação da Universidade de São Paulo e no mestrado da Fundação Getúlio Vargas, além de ter mais de dez anos de experiência. É economista-chefe do SPC Brasil e colaboradora do portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz.

Último acesso: 05 Aug 2020 - 06:01:08 (1115548).