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Veja como cuidar dos animais de estimação em viagens de férias

Especialistas explicam o que deve ou não ser feito para garantir o conforto e o bem-estar dos pets

Agnes Faria Publicado em 05/02/2023, às 09h00

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Viajar com o animal de estimação exige cuidados (Imagem: Shutterstock)
Viajar com o animal de estimação exige cuidados (Imagem: Shutterstock)

Seja nas férias de verão ou de inverno, muitas pessoas optam por aproveitar o merecido descanso em viagens. Contudo, aqueles que são tutores de animais, antes de mais nada, precisam pensar no bem-estar e no conforto dos pets durante esse período.   

Levar ou não o pet na viagem?

Uma das perguntas mais recorrentes dos tutores é: “Eu posso levar o pet na viagem de férias?”. Segundo o Dr. Eduardo Filetti, médico veterinário e diretor da Clínica Veterinária Filetti, tudo dependerá de diferentes fatores. “Se o seu animal se adapta bem na companhia de seus familiares e não está acostumado a viajar, às vezes, é melhor deixá-lo na cidade para que não enfrente o estresse da viagem”, aconselha.  

Levá-lo como companheiro de viagem também pode ser uma boa opção, caso você seja muito apegado ao animal. “A vantagem é que você verá o seu pet de perto, além de proporcionar para ele novas paisagens e desafios”, acrescenta o veterinário.   

Cuidados para viajar 

Caso opte por levar o animal de estimação na viagem de férias, a Dra. Patrícia Carignani, médica veterinária e especialista em cirurgia de cães e gatos, recomenda que o planejamento seja realizado com antecedência. “Deve-se verificar o local e a cidade que irão visitar para proteger o seu pet da melhor forma contra pulgas, carrapatos e vetores, como mosquitos e pernilongos”, pontua.  

Outros cuidados com a saúde do pet também são importantes antes da viagem. “A carteira de vacinação, com vacinas contra raiva e polivalente deve estar em dia com, pelo menos, 30 dias de antecedência da viagem. Se o seu pet for viajar de avião ou de ônibus, será necessário também providenciar um atestado de saúde”, detalha a especialista.  

Caso o pet não viaje 

Se a opção mais viável for não levar o animalzinho na viagem, um planejamento também deverá ser feito. A Dra. Patrícia Carignani comenta que o tutor deve escolher antecipadamente um local com estrutura para o pet ficar. Além disso, caso o companheiro de estimação fique próximo a outros animais, as medicações anticarrapatos e antipulgas devem estar em dia, e as vacinas antirrábica e contra a gripe devem ser aplicadas com, pelo menos, 30 dias de antecedência.  

Cachorro tomando água em garrafa
É importante oferecer água ao animal durante o trajeto da viagem (Imagem: Shutterstock)

Principais cuidados durante o trajeto 

Alguns cuidados com o animal durante o trajeto da viagem são importantes, especialmente quando este for realizado de carro. “O mais recomendado é que os pets viagem à noite. Isso porque, além de ficarem mais calmos, a temperatura costuma ser mais agradável. Além disso, não se deve esquecer de levar o tapete higiênico (para urina, fezes e vômito) e água filtrada”, avalia a Dra. Patrícia Carignani.  O Dr. Eduardo Filetti acrescenta que, caso o caminho seja muito longo, também será preciso fazer pausas a cada duas ou três horas para que o pet possa comer e sair para caminhar.   

O que não se deve fazer

Tão importante quanto saber quais os cuidados básicos com o pet durante o trajeto, é entender o que não se deve fazer nesse período da viagem. “É necessário evitar os horários de maior calor, pois, independente do uso do ar-condicionado, a temperatura pode subir rapidamente por conta da agitação do animal”, enfatiza a Dra. Patrícia Carignani.  

Para a segurança de todos, a especialista recomenda que os tutores acomodem os pets em caixas de transporte ou comprem um cinto de segurança específico para animais. Segundo ela, não se pode deixá-los soltos no carro ou em qualquer outro tipo de transporte.  

Importância dos cuidados 

Além de proporcionar momentos prazerosos e de socialização para o animal de estimação, os cuidados durante o período de férias também ajudam a evitar idas de última hora ao veterinário.  De acordo com o Dr. Eduardo Filetti, independente se o tutor optar por levar o pet na viagem ou deixá-lo sob os cuidados de terceiros, é preciso ter em mente que a falta de vacinação, a falha com as medicações, o isolamento, a alimentação incorreta e o amparo inadequado, de forma geral, podem provocar diversos problemas psicológicos e orgânicos ao animalzinho.  

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