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Hérnia de disco: saiba tudo sobre a condição que tirou Wesley Safadão dos palcos

Neurocirurgião aborda sintomas, tratamentos e recuperação da hérnia de disco

Marina Borges, repórter de AnaMaria Digital Publicado em 29/07/2022, às 08h00

Wesley Safadão se afastou dos palcos por conta de uma hérnia de disco - Freepik/brgfx e Instagram/@wesleysafadao
Wesley Safadão se afastou dos palcos por conta de uma hérnia de disco - Freepik/brgfx e Instagram/@wesleysafadao

O cantor Wesley Safadão precisou se afastar dos palcos por um período considerável, após sentir fortes dores na coluna. O artista acabou sendo diagnosticado com uma Síndrome da Cauda Equina, causada por uma hérnia discal lombar que ocasionou um estreitamento do canal vertebral e comprimiu estruturas neurológicas.

Diante do quadro, Safadão foi submetido a um procedimento cirúrgico com o objetivo de aliviar as dores e acelerar o processo de cura da condição. “O disco intervertebral que fica localizado entre as vértebras, rompeu o seu núcleo gelatinoso e comprimiu a raiz neural , ocasionando uma dor insuportável ao cantor”, explica o neurocirurgião Emerson Sena.

Apesar de Safadão não estar na faixa etária mais atingida pela hérnia de disco, engana-se quem pensa que o quadro é incomum. Estudos radiológicos evidenciam que, após os 50 anos, 30% da população mundial apresenta alguma forma assintomática desse tipo de patologia da coluna vertebral.

SOBRE A HÉRNIA DE DISCO

De acordo com Emerson Sena, quando o paciente apresenta quadro de dor lombar que irradia para os membros inferiores fazendo com que todos os dias as atividades se tornem mais difíceis de realizar em virtude da dor, uma das causas possíveis e provável diagnóstico é a hérnia de disco.

“Ela pode se iniciar com quadro de dor lombar e/ou dor irradiada para o membro inferior, alteração da sensibilidade, formigamentos, dormência e anestesia em alguma região do membro inferior”, explica o neurocirurgião.

O médico informa ainda que, quando há uma piora do quadro, esta pode estar associada a todos os demais sintomas, como uma diminuição de força das pernas em algum momento. Em casos do tipo, o indicado é uma cirurgia de extrema urgência, justamente para evitar que o paciente tenha sequelas neurológicas de caráter irreversível.

SERÁ QUE É HÉRNIA?

Os sintomas geralmente são: dor lombar com ou sem irradiação para os membros inferiores, alteração da sensibilidade, formigamentos, dormência, anestesia em alguma região do membro inferior ou fraqueza nas pernas.

Sobre quando é a hora de procurar ajuda médica, o neurocirurgião destaca que sentir dor não é normal. “Dores que não passam com um tratamento conservador, como fisioterapia e medicamentos, durando mais de três semanas devem ser investigadas de forma adequada por médico e exames complementares radiológicos, caso o profissional julgue necessário”, explica.

TRATAMENTOS

Cada caso deve ser avaliado de forma individual, e com um exame físico neurológico minucioso, para que o médico indique a melhor opção para aquele paciente específico. “As técnicas minimamente invasivas por via endoscópica são opções atuais à disposição da medicina moderna”, aponta Sena.

QUANDO A CIRURGIA É NECESSÁRIA?

Na realidade, a maioria dos casos não tem necessidade de intervenção cirúrgica. De acordo com o neurocirurgião, o médico poderá realizar, primeiramente, um procedimento chamado bloqueio teste, como foi o caso do Wesley Safadão. Inicialmente, esse procedimento tem a função de determinar a origem da dor.

“Sendo ele positivo, ou seja, o paciente referindo melhora igual ou superior a 50%, o médico pode optar por várias técnicas para abordagem da hérnia de disco, desde cirurgias abertas até as cirurgias minimamente invasivas por via endoscópica da coluna”, explica.

Ainda segundo o profissional, a recuperação do paciente será de forma gradativa e respeitará a individualidade de cada um. A reabilitação, por sua vez, poderá ser realizada com fisioterapia, pilates, hidroginástica, além de outras técnicas.

É válido mencionar ainda que, apesar da hérnia de disco acometer mais pessoas entre 30 e 50 anos de idade, isso não quer dizer que crianças, jovens e idosos estejam livres dela. “Detectar os sintomas e determinar as causas é fundamental para definição do diagnóstico e tratamento o mais precoce possível”, conclui o médico neurocirurgião.