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Família/Filhos / Você e a garotada

Adolescentes: mudança de comportamento ou problema emocional?

Os pais devem estar sempre próximos de seus filhos

Da Redação Publicado em 08/06/2019, às 19h00 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h47

O período marcado por mudanças corporais e cognitivas - Banco de Imagem/Getty Images
O período marcado por mudanças corporais e cognitivas - Banco de Imagem/Getty Images

“Meu filho adolescente anda muito calado e o comportamento dele tem mudado muito. Devo me preocupar?” M. L., por e-mail

A adolescência é uma época do desenvolvimento humano que se caracteriza por grandes transformações orgânicas, psicológicas, emocionais, afetivas, intelectuais e sociais. 

Período marcado por mudanças corporais e cognitivas, com alterações socioafetivas importantes, que auxiliarão na construção da identidade do jovem. Em resumo, a tensão está sempre no ar. 

Em consequência disso, buscam comportamentos como uma forma de “escape” para “aliviar a tensão ou angústia”. Alguns adolescentes direcionam para si a raiva e utilizam meios de autopunição.

Entre eles, destaca-se o cutting, uma disfunção emocional que provoca, de forma consciente, feridas no próprio corpo, em graus e intensidade variada. Faz parte da automutilação queimar, arranhar ou bater em partes do corpo, interferir na cicatrização... 

Em casos extremos, o jovem pode se suicidar, assunto cercado por tabus e preconceitos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, no Brasil, a média de suicídio entre pessoas com idades entre 15 e 29 anos é de 5,6 mortes a cada 100 mil
jovens.

Em geral, os adolescentes chegam a esse ponto por apresentarem sintomas de instabilidade afetiva ligadas a transtornos como depressão, ansiedade, desvio de personalidade... 

O primeiro passo é procurar ajuda de dois profissionais: médico psiquiatra e psicólogo. É importante praticar na família a escuta ativa, ou seja, trabalhar o acolhimento. 

O ponto-chave para evitar as realidades descritas acima tem nome: diálogo! Os pais devem estar próximos de seus filhos. Então, converse sobre todos os assuntos e garanta que eles nunca fiquem sozinhos! Se perceber algo estranho no comportamenteo do jovem, ligue o sinal de alerta e procure uma avaliação.

RAQUEL MELLO é psicóloga e terapeuta clínica se especializando em TCC; orientação de Neurolinguística e Psicologia Cognitiva e Positiva; autora de Eu Criança, Entendendo a Psicoterapia e Depressão Infantil. Site: www.raquelmmello.com.br