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Hoje é o Dia Nacional da Adoção

Pensa em criar laços pelo coração? Saiba como se preparar

AnaMaria Digital Publicado em 25/05/2018, às 10h57 - Atualizado em 07/08/2019, às 17h46

A data incentiva a reflexão sobre o tema - Shutterstock
A data incentiva a reflexão sobre o tema - Shutterstock

Você sabia que o número de crianças e de adolescentes que aguardam o momento de serem recebidos por uma família continua muito alto no Brasil? Segundo levantamento do Cadastro Nacional de Adoção (CNA), do Conselho Nacional de Justiça, existe aproximadamente 7,2 mil pessoas que esperam ser adotadas. Hoje, 25 de maio, celebramos o Dia Nacional da Adoção. "A data inspira debates e reflexões sobre a adoção, um ato de amor que supera laços físicos e biológicos", afirma a psicóloga Lívia Vieira, do Hapvida Saúde. Entenda algumas dúvidas frequentes:

Quem pode adotar? Homem ou mulher maior de 18 anos, com situação socioeconômica estável, de qualquer estado civil e nacionalidade, e que seja, pelo menos, 16 anos mais velho que a criança ou adolescente.

Quem não pode?  

■ Avós, bisavós ou irmãos do possível filho.

■ Quem tem transtorno mental ou é dependente de álcool ou outras drogas.

■ Quem não oferece ambiente familiar seguro, afetivo e acolhedor.

■ Quem tem ficha criminal.

Quem pode ser adotado? Crianças e adolescentes de até 18 anos destituídos do poder familiar.

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Passo a passo do processo

1º Procure a Vara de Infância e Juventude mais próxima e saiba quais documentos apresentar (RG, CPF, certidão de nascimento, comprovante de residência, atestado de sanidade física e mental...).

2º Dê entrada nos papéis necessários e aguarde a aprovação.

3º Faça um curso de preparação da Justiça da Infância e da Juventude. Depois, será submetida à avaliação psicossocial com entrevistas e visita domiciliar.

4º Na entrevista, descreva o perfil da criança desejada.

5º O juiz pode ou não inserir seu nome no cadastro. Se aceita, terá que esperar até aparecer uma criança com o perfil compatível com o que você deseja.

6º A Vara fará contato ao surgir uma criança compatível. O histórico do pequeno é apresentado e, se houver interesse, vocês se conhecerão.

7º Se o juiz liberar a adoção, o pretendente passa a ter a guarda provisória da criança.

8º A equipe técnica segue com visitas até o juiz tomar uma decisão.       

9º Quando a guarda definitiva for aceita, é feito o novo registro de nascimento, com o nome da família. Existe a chance de trocar o nome da criança.

10º O filho passa a ter todos os direitos de um herdeiro biológico.

Todos têm direito a uma família
Após a conclusão do processo adotivo, os pais devem se preparar para lidar com as novas situações que se manifestarão com o passar do tempo. “É importante que a criança passe por profissionais capacitados que a ajudem a encarar o momento como um recomeço”, explica Lívia. 

Segundo a psicóloga, as perguntas sobre o nascimento e a adoção surgem de forma natural e as conversas devem ser adequadas a idade e etapa de desenvolvimento, considerando o temperamento do filho. “Todos têm o direito de saber sua origem que deve ser contada desde sempre, de acordo com o entendimento da criança”, ressalta a especialista.

A tentativa de ocultar informações pode surtir efeito negativo e gerar sensação de deslealdade. Lívia cita exemplos de perguntas comuns que serão feitas aos pais: “Onde estão meus pais?”, “Por que me abandonaram?” e “Por que vocês me escolheram?”. 

Em casa, com amor
Nos dias que antecedem sua chegada, a preparação da casa, amigos e familiares pode variar conforme a faixa etária da criança ou adolescente. “Preparar todos da família com uma conversa e o ambiente de acordo com as especificações do novo membro da família é essencial. Encher o ambiente com bons sentimentos e receptividade contribuirá para um momento acolhedor de boas-vindas”, finaliza.